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quarta-feira, 24 julho, 2024
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Papa Francisco revela mensagem impactante: Deus nos vê, se comove e nos liberta – Um chamado urgente para a Quaresma

Por Marina B.


A mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2024 foi divulgada pela Santa Sé nesta quinta-feira, 1º de fevereiro. O período litúrgico que precede a Semana Santa estenderá-se de 14 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, até 28 de março, quando se iniciam as celebrações do Tríduo Pascal.

Intitulado “Através do deserto, Deus guia-nos para a liberdade”, o texto destaca a revelação de Deus como comunicadora de liberdade. O Papa lembra a entrega do Decálogo a Moisés após a libertação do povo hebreu do domínio egípcio.

Francisco alerta que, assim como Israel ainda carregava o Egito dentro de si, sentindo falta do passado e murmurando, o povo de Deus contemporâneo também carrega vínculos opressivos que devem ser abandonados. Ele destaca a necessidade de reconhecimento dessa condição, especialmente quando falta esperança, e quando as pessoas se sentem perdidas na vida, sem uma terra prometida para a qual caminhar juntas.

O Papa ressalta que a Quaresma é um tempo de graça em que o deserto pode se tornar novamente o lugar do primeiro amor. Ele enfatiza que Deus, como um esposo, atrai o povo novamente a Si e sussurra palavras de amor ao coração.

Para que a Quaresma seja concreta, Francisco aponta o primeiro passo como a vontade de enxergar a realidade. Ele destaca que o Senhor, ao se manifestar a Moisés na sarça ardente, revela-se como um Deus que vê o sofrimento do Seu povo e ouve suas súplicas.

O Papa questiona se o grito dos irmãos oprimidos é ouvido e comove os homens nos dias atuais, apontando que diversos fatores têm contribuído para o afastamento e a negação da fraternidade. Ele destaca dois questionamentos feitos por Deus na Bíblia, quando pergunta a Adão “onde estás” e a Caim “onde está o teu irmão”.

Francisco sublinha a importância de romper com o velho e reconhece o “déficit de esperança” nos dias de hoje, caracterizado como um impedimento para sonhar. Ele destaca que o êxodo da escravidão para a liberdade não é um caminho abstrato e salienta que a humanidade, apesar do progresso científico e tecnológico, ainda tateia na escuridão das desigualdades e dos conflitos.

O Papa enfatiza que é Deus quem vê, se comove e liberta o povo, e convida todos a acolherem a Quaresma como um tempo forte, no qual o Senhor lembra: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te fiz sair da terra do Egito, da casa da servidão”. Ele destaca que Deus não quer súditos, mas filhos, e que o deserto é o espaço onde a liberdade pode amadurecer em uma decisão pessoal de não voltar a cair na escravidão.

Francisco observa que o processo de êxodo comporta uma luta, recordando as tentações que Jesus enfrentou. Ele destaca a necessidade de agir na Quaresma, que é um tempo de parar em oração, para acolher a Palavra de Deus, e parar diante do irmão ferido, como o Samaritano.

O Papa destaca que a Quaresma é tempo de decisões comunitárias, capazes de modificar a vida cotidiana das pessoas e de toda uma coletividade. Ele lista a mudança de hábitos nas compras, o cuidado com a criação e a inclusão de quem não é visto ou é desprezado como possíveis atitudes.

Francisco conclui enfatizando que “Deus não Se cansou de nós” e convida todos a acolherem a Quaresma como um tempo de esperança, um período de conversão, saída da escravidão, e um chamado para a fraternidade e a sinodalidade da Igreja.

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