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quinta-feira, 25 julho, 2024
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Governo Lula insiste em desperdiçar bilhões ao reviver refinaria abandonada

Por Marina B.

O presidente Lula da Silva decidiu iniciar uma série de viagens pelo interior do país, começando por Ipojuca (PE), onde celebrou as obras de ampliação da Refinaria Abreu e Lima. Embora Lula tenha proclamado que “o Brasil voltou”, a controvérsia persiste, uma vez que se trata do retorno de uma fase problemática que deveria ter sido evitada.

Na busca por ampliar investimentos e gerar empregos durante seus dois primeiros mandatos, Lula decidiu transformar a Petrobras em um instrumento para a execução de planos grandiosos e dispendiosos, visando impulsionar o desenvolvimento nacional. Projetos ambiciosos foram anunciados, como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), as Refinarias Premium I e II no Maranhão e Ceará, e a Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco.

A ideia era alcançar a autossuficiência na produção de combustíveis e reduzir os preços, aproveitando a posição dominante da Petrobras no mercado. No entanto, o governo desconsiderou deliberadamente a volatilidade dos derivados de petróleo em relação à cotação internacional do barril e às flutuações cambiais, fatores cruciais para a viabilidade econômica de cada projeto.

Como uma empresa de capital misto, a Petrobras submeteu suas propostas ao Conselho de Administração, que poderia avaliar custos, benefícios e a conformidade com a estratégia da empresa. No entanto, o governo, utilizando sua participação majoritária, impôs suas vontades aos acionistas privados.

Este contexto é crucial para entender as tentativas atuais do governo de reescrever a história. Na versão petista, sem a operação liderada por Sérgio Moro, todas as obras da Petrobras teriam sido concluídas, e o país estaria em um estágio diferente de desenvolvimento econômico.

A narrativa petista desconsidera que a Petrobras já enfrentava desafios antes da criação da força-tarefa de Curitiba. A desaceleração da economia chinesa a partir de 2009, afetou os preços das commodities, incluindo o petróleo e reduziu significativamente o retorno dos projetos da Petrobras. Além disso, a empresa foi utilizada para controlar a inflação, vendendo combustíveis a preços inferiores aos praticados internacionalmente. A desvalorização do câmbio exacerbou os prejuízos, levando a um endividamento insustentável e atrasos nas obras.

Entre 2011 e 2014, a Petrobras acumulou prejuízos de cerca de R$ 100 bilhões, muito além das perdas de R$ 6 bilhões reconhecidas devido à Lava Jato. No caso de Abreu e Lima, a parceria com a PDVSA venezuelana nunca se concretizou, resultando em custos de construção exorbitantes, atrasos de nove anos e alegações de corrupção no esquema do petrolão.

Agora, em um momento em que investimentos em novas refinarias são evitados globalmente, o governo de Lula retoma o projeto da Refinaria Abreu e Lima, que deveria custar US$ 2,5 bilhões, consumiu quase US$ 18,5 bilhões e permanece inacabado. A decisão de reviver esse projeto, seja por vingança contra a Lava Jato ou tentativa de reescrever a história, simboliza a húbris lulopetista que causou danos significativos ao país.

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