O ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social no segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (2007–2010), Franklin Martins, foi deportado do Panamá na sexta-feira (6), segundo relato publicado pela imprensa.
De acordo com a reportagem, ele fazia conexão na Cidade do Panamá rumo à Cidade da Guatemala, onde participaria de um evento. Martins afirmou que não recebeu explicações formais das autoridades panamenhas sobre o motivo da deportação.
Segundo seu relato, ao desembarcar no aeroporto, foi abordado por dois agentes à paisana que conferiam passaportes. Após a verificação do documento, teria sido conduzido para procedimentos administrativos que resultaram na negativa de entrada no país.
Histórico político e atuação durante a ditadura
Na juventude, durante o regime militar no Brasil, Franklin Martins integrou grupo envolvido no sequestro do então embaixador dos Estados Unidos no país, Charles Burke Elbrick, em 1969.
A ação foi organizada por militantes da Ação Libertadora Nacional (ALN) e do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), com o objetivo de pressionar o regime pela libertação de presos políticos, entre eles José Dirceu e Vladimir Palmeira.
Martins foi beneficiado pela Lei da Anistia de 1979, que extinguiu responsabilidades penais por atos cometidos durante o período da ditadura militar.
Carreira após a anistia
Após o exílio e a anistia, Franklin Martins retomou a carreira jornalística, atuando em veículos como a TV Globo e o Jornal do Brasil. Posteriormente, aproximou-se do Partido dos Trabalhadores (PT) e assumiu a Secretaria de Comunicação Social no segundo mandato de Lula.
Até o momento, não houve manifestação oficial do governo do Panamá detalhando as razões da deportação. Panamá e Estados Unidos mantêm cooperação em áreas de segurança e migração, mas as autoridades panamenhas não divulgaram justificativa formal para a decisão.