O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou nos últimos dias ter tratado do atual conflito no Oriente Médio com representantes de dez países: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Turquia e Alemanha.
Segundo comunicados do Itamaraty, as conversas abordaram preocupações com a escalada da violência e a necessidade de soluções diplomáticas para reduzir tensões na região.
Ausência de diálogo com países centrais no conflito
Críticos apontam que o Brasil não estabeleceu contato, até o momento, com Estados Unidos, Israel e Irã — países diretamente envolvidos na escalada militar recente.
A ausência de comunicação com esses atores centrais tem sido interpretada por opositores como sinal de perda de protagonismo internacional do Brasil ou de limitação na interlocução com as principais potências envolvidas.
Também foi observado que outros países mencionados em relatos de ataques recentes, como Azerbaijão, Chipre e Síria, não constaram na lista de contatos anunciados.
Posição oficial
As notas oficiais do Itamaraty enfatizam termos como “preocupação”, “solidariedade” e defesa da solução pacífica de controvérsias. Até o momento, o governo brasileiro não divulgou condenação específica a um dos lados do conflito nas comunicações tornadas públicas.
O cenário diplomático segue em evolução, e o Ministério das Relações Exteriores não detalhou se novas conversas com outros países envolvidos poderão ocorrer nos próximos dias.