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sábado, 4 abril, 2026
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Empresas ligadas a Lulinha têm endereço comercial desocupado em São Paulo

Por Alexandre Gomes

Empresas de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, registradas na zona oeste de São Paulo, não estariam funcionando nos endereços declarados, segundo reportagem do site Metrópoles. O prédio comercial onde constam registradas a LLF Tech Participações e a G4 Entretenimento e Tecnologia estaria com as salas vazias há cerca de sete meses.

Antes de ficarem desocupadas, os espaços teriam sediado uma certificadora digital e uma organização social da área da saúde. Conforme registros oficiais, as empresas atuam principalmente em suporte técnico, manutenção e serviços de tecnologia da informação.

Movimentações financeiras

Documentos obtidos por meio de quebra de sigilo bancário, enviados à CPMI do INSS, indicam que, entre 2022 e 2025:

  • A LLF Tech Participações teria transferido mais de R$ 2 milhões a Lulinha.
  • A G4 Entretenimento e Tecnologia teria repassado R$ 772 mil.

No total, as movimentações bancárias atribuídas ao período somariam cerca de R$ 19 milhões em quatro anos.

A defesa de Lulinha sustenta que o endereço registrado serve apenas para correspondência e que a LLF Tech não possui escritório externo, tendo como sede a residência do empresário até sua mudança para o exterior. Em relação à G4, a defesa afirma que a empresa não está mais em atividade, mas possui créditos judicializados a receber.

Segundo os advogados, os valores divulgados não representariam lucro líquido, mas a soma de entradas e saídas financeiras, podendo incluir transferências repetidas. A defesa afirma que, dos R$ 19 milhões movimentados, cerca de R$ 9,6 milhões permaneceram com Lulinha, enquanto o restante foi transferido a outras contas.

Contexto das investigações

Lulinha é citado na CPMI do INSS, que investiga supostas fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários. Ele também é mencionado em apurações que envolvem Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Segundo reportagens, ambos viajaram a Portugal para visitar uma fábrica de cannabis medicinal. A Polícia Federal analisa registros que mencionam um suposto pagamento de R$ 300 mil ao “filho do rapaz”. Um ex-funcionário do lobista teria afirmado que o repasse seria destinado a Lulinha por meio de empresa ligada ao setor de cannabis.

A defesa nega qualquer envolvimento de Fábio Luís nas irregularidades investigadas e afirma que os esclarecimentos serão prestados às autoridades competentes. As investigações seguem em andamento.

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