O ataque foi realizado por um submarino norte-americano
Uma operação militar dos Estados Unidos resultou no afundamento de um navio de guerra iraniano em águas internacionais, conforme anunciou nesta quarta-feira, 4, o secretário de Defesa, Pete Hegseth. O ataque foi realizado por um submarino norte-americano e representa, segundo o Pentágono, o primeiro uso de torpedo contra embarcação inimiga desde a Segunda Guerra Mundial.
Durante coletiva de imprensa, Hegseth detalhou que o navio-alvo era considerado um “navio-prêmio” do Irã, batizado de “Soleimani”, em homenagem ao ex-general Qasem Soleimani, morto por forças norte-americanas no primeiro mandato de Donald Trump. “Um submarino norte-americano afundou um navio de guerra iraniano que pensava estar seguro em águas internacionais”, disse o secretário. “O primeiro afundamento de um navio inimigo por torpedo desde a Segunda Guerra Mundial.”
Impacto e repercussão internacional
Apesar de não mencionar explicitamente qual embarcação foi atingida, autoridades do Sri Lanka informaram que um navio iraniano afundou próximo à costa do país. O vice-ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka declarou em entrevista à televisão local que pelo menos 80 pessoas morreram no ataque do submarino norte-americano ocorrido no Oceano Índico.
O episódio ocorreu em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, depois de Estados Unidos e Israel iniciarem, no sábado 28, uma série de ataques contra alvos iranianos, em meio ao aumento das tensões envolvendo o programa nuclear do Irã. Em resposta, o regime iraniano passou a atacar países do Oriente Médio que possuem bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Reações e ameaças de retaliação
No domingo, 1º, a mídia estatal do Irã anunciou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi morto durante os ataques. Depois da notícia, Teerã prometeu lançar uma “ofensiva mais pesada” contra os responsáveis. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que retaliar Israel e os Estados Unidos é um “direito e dever legítimo” do país persa. Donald Trump, por sua vez, alertou: “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.