De acordo com os Estados Unidos, não há mais navios iranianos em circulação no Golfo Pérsico, no Estreito de Ormuz nem no Golfo de Omã
A intensificação das operações militares dos Estados Unidos contra o regime do Irã resultou na destruição de 17 embarcações iranianas, segundo informações divulgadas nesta terça-feira, 3.
O anúncio foi feito pelo almirante Brad Cooper, responsável pelo Comando Central dos EUA, em vídeo compartilhado no X.
Ele destacou que o foco da missão é neutralizar qualquer ameaça aos militares norte-americanos, incluindo o uso de bombardeiros B-2 e B-1 nos ataques.
De acordo com Cooper, atualmente não há navios iranianos em circulação no Golfo Pérsico, no Estreito de Ormuz nem no Golfo de Omã, depois de décadas de ações consideradas hostis do regime iraniano contra o tráfego internacional.
_Update from CENTCOM Commander on Operation Epic Fury: _pic.twitter.com/epEohq64Vf
_— U.S. Central Command (@centcom) _March 3, 2026
Mobilização militar dos EUA
As declarações ocorrem quatro dias depois do início da Operação Fúria Épica, ofensiva militar dos EUA com o objetivo de enfraquecer a Marinha iraniana.
Autoridades do Departamento de Defesa informaram que a campanha envolve mais de 50 mil soldados norte-americanos, apoio de mais de 200 aeronaves de combate e ataques contínuos ao longo de toda a semana.
O cenário no Oriente Médio também se agravou depois de o regime dos aiatolás iniciar retaliações contra países que abrigam bases militares dos EUA, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
A mídia oficial do Irã confirmou no domingo 1º que o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, morreu durante ataques dos Estados Unidos e de Israel.
Ameaças de retaliação iraniana
Em resposta à morte de Khamenei, o Irã ameaçou promover uma represália sem precedentes.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que considera o direito de vingança um “direito e dever legítimo” diante dos ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos.