Secretário de Defesa afirma que alvo liderava unidade envolvida em conspiração
As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram nesta quarta-feira, 4, que mataram um integrante do regime iraniano apontado como líder de uma unidade responsável por um suposto plano para assassinar o presidente Donald Trump.
Segundo o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, a operação ocorreu na terça-feira. Ele não revelou o nome do indivíduo morto.
“O líder da unidade que tentou assassinar o presidente Trump foi caçado e morto”, disse. “O Irã tentou matar o presidente Trump, mas foi o presidente Trump quem riu por último”.
Investigação sobre plano contra Trump
Em 2024, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou um iraniano de envolvimento em um suposto plano para assassinar Trump. De acordo com as autoridades americanas, a operação teria sido ordenada pela Guarda Revolucionária do Irã, força militar ligada ao regime de Teerã.
O caso fazia parte de investigações conduzidas por órgãos de segurança dos EUA sobre possíveis ameaças contra Trump.
Israel ameaça eliminar qualquer futuro líder do Irã
Depois de um ataque israelense ao local de reuniões da Assembleia de Peritos, em Qom, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou nas redes sociais nesta quarta-feira, 4, que qualquer futuro líder do Irã será alvo do país.
“Qualquer líder escolhido pelo regime terrorista iraniano para continuar liderando o plano de destruição de Israel, ameaçando os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região e reprimindo o povo iraniano será um alvo certo para assassinato, não importa seu nome ou onde ele se esconda”, disse Katz.
Ainda não foi definido quem será o sucessor de Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Essa escolha ficará a cargo da Assembleia de Peritos, formada por 88 aiatolás que representam o alto clero xiita. O ataque israelense realizado na terça-feira 3 mirou o prédio onde esses religiosos se reúnem.
Autoridades de Israel afirmaram à imprensa que todos os 88 membros estavam presentes, enquanto fontes estatais iranianas relataram que o local foi evacuado antes do bombardeio e que nenhum aiatolá foi ferido ou morto até o momento.