O presidente chinês, Xi Jinping, e seu homólogo russo, Vladimir Putin, criticaram firmemente o comportamento agressivo dos EUA e prometeram fortalecer ainda mais os laços militares e de defesa entre seus países.
Num claro desafio aos EUA, que recentemente tentaram persuadir a China a reduzir suas relações com a Rússia, Xi afirmou que Pequim e Moscou concordam em diversas questões cruciais, incluindo a situação na Ucrânia, e estão determinados a resistir à pressão ocidental para enfraquecer seus laços.
“Devemos valorizar e nutrir a relação China-Rússia, conquistada com dificuldade”, disse Xi a Putin, reforçando o compromisso conjunto de desenvolver e rejuvenescer seus países e defender a justiça e a imparcialidade no mundo.
Uma declaração conjunta expressou preocupação com os esforços dos EUA, para minar o equilíbrio nuclear estratégico, o sistema de defesa global de mísseis que ameaça ambos os países e os planos americanos para armas não nucleares de alta precisão.
Putin, em sua primeira viagem ao exterior desde que assumiu o novo mandato presidencial, destacou a cooperação entre Rússia e China como um fator-chave para a estabilidade internacional, defendendo os princípios de justiça e uma ordem mundial democrática baseada no direito internacional.
A visita de Putin à China ocorre após a tentativa malsucedida do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, de minar a parceria entre os dois países. No entanto, a cooperação entre Rússia e China continua forte, com ambos os líderes reafirmando seu apoio à solução política da crise na Ucrânia e se opondo a um conflito prolongado.
Durante a visita de dois dias, Putin e Xi discutirão uma ampla gama de questões, desde a situação na Ucrânia até cooperação nuclear, energia e comércio. A celebração dos 75 anos das relações entre os dois países também será marcada por uma gala em Harbin, cidade com laços históricos com a Rússia.
Com a crescente pressão dos EUA e de seus aliados, Rússia e China fortalecem seus laços comerciais e militares, desafiando a ordem global liderada pelo Ocidente e defendendo seus interesses comuns.