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sábado, 13 julho, 2024
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Produção de grãos no Brasil despenca e impacta mercados internacionais

Por Alexandre G.

A produção de grãos no Brasil prevista para atingir 306,4 milhões de toneladas, conforme o 4º Levantamento para a safra 2023/24 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), revela uma nova redução na colheita deste ciclo. As condições climáticas instáveis, marcadas por chuvas escassas e mal distribuídas no centro do país, juntamente com chuvas volumosas no sul, têm atrasado o plantio e impactado negativamente a produtividade das lavouras. Se confirmada, essa produção representa uma queda de 13,5 milhões de toneladas em relação a 2022/23.

“A atual safra tem a característica de ser uma das mais complexas para a estimativa de área, produtividade e produção nos últimos tempos. As dificuldades podem ser resumidas nos problemas climáticos, que geram incertezas e prejudicam a tomada de decisão pelos produtores”, observa Aroldo Antônio de Oliveira Neto, superintendente de Informações da Agropecuária da Conab.

A soja, principal cultura do país, deve ter uma produção de 155,3 milhões de toneladas, uma redução de 4,2% em relação às projeções iniciais de 162 milhões de toneladas. Chuvas irregulares e temperaturas elevadas prejudicaram o plantio e o desenvolvimento das plantações, levando alguns produtores a migrarem para outras culturas, reduzindo a área plantada em comparação com o levantamento de dezembro.

O arroz, outra cultura importante, prevê uma produção de 10,8 milhões de toneladas. Os preços favoráveis incentivaram o aumento da área em alguns estados, mas atrasos no plantio e condições climáticas adversas afetaram a produtividade.

Para o feijão, a expectativa é de estabilidade na produção em comparação com a safra anterior, atingindo 3,03 milhões de toneladas. No entanto, a primeira safra da leguminosa enfrenta mudanças negativas devido à instabilidade no clima.

A produção total de milho é estimada em 117,6 milhões de toneladas, uma redução de 10,9% em relação ao ciclo anterior, devido à menor área plantada e expectativas de rendimento das lavouras. A segunda safra do cereal dependerá das condições climáticas, disponibilidade de janela para o plantio e preços de mercado.

O algodão deve registrar um aumento de área cultivada em 6,2%, aproximando-se de 1,77 milhão de hectares. A previsão de colheita é de 3,1 milhões de toneladas de pluma.

O trigo, já colhido, totaliza 8,1 milhões de toneladas, mas as chuvas e o forte calor afetaram a qualidade, exigindo importações adicionais.

As previsões impactam as exportações, com expectativa de menor volume de soja exportada, aumento nas exportações de arroz e um cenário desafiador para o milho e trigo. O algodão, apesar do aumento nas exportações, terá um estoque final menor devido à menor produtividade.

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