Parecer é mais um capítulo contra a possibilidade de suspensão da liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro
Auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) constataram que o Banco Central (BC) agiu corretamente nas suas investigações sobre o Banco Master. Essa instrução preliminar está sob sigilo, assim como o restante do processo.
A peça se deu antes de o ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, publicar um despacho que determinou inspeção in loco na autoridade monetária, na última segunda-feira, 5. Na quinta-feira, 8, ele acolheu um recurso do BC, suspendendo a inspeção até uma decisão do plenário do TCU.
Os auditores do TCU sinalizaram que o BC aparentemente teria agido corretamente em todos os passos que levaram à liquidação do Master, decretada em 18 de novembro de 2025. A análise, no entanto, é preliminar. O jornal O Globo revelou a existência do parecer.
A investigação do TCU sobre a liquidação do Master pelo BC começou no apagar das luzes de 2025. No despacho que iniciou o processo nesse sentido, buscando apurar uma eventual “precipitação” da autoridade monetária, Jhonatan de Jesus chegou a mencionar a possibilidade de adotar medidas cautelares contra a autarquia.
BC, Master e a análise preliminar do TCU
O parecer preliminar dos técnicos do TCU não ia de encontro à adoção dessas medidas cautelares, mas reduziria as chances de se materializarem, por apontar que o BC aparentemente teria agido corretamente no caso Master, segundo uma pessoa a par do tema.
“É importante esclarecer que manifestações das áreas técnicas do TCU não se confundem com as decisões do colegiado”, afirma Jhonatan de Jesus, em nota enviada à imprensa. “O parecer citado é expressamente preliminar e foi elaborado apenas com base na resposta apresentada pelo Banco Central, sem acesso à documentação primária do processo. Exatamente por essa razão, a unidade técnica propôs a realização de inspeção de natureza instrutória, providência corriqueira no Tribunal para qualificar a análise antes de qualquer juízo conclusivo. A deliberação final compete ao colegiado.”