O sindicato dos servidores do IBGE, Assibge, anunciou um ato de mobilização contra a criação da fundação privada IBGE+, idealizada pela gestão de Márcio Pochmann e apelidada de “IBGE paralelo”. O protesto está marcado para a próxima quarta-feira, 29, e visa combater o que o sindicato classifica como um projeto de privatização que ameaça a autonomia do instituto.
Impactos e Crise Interna
A crise no IBGE já começou a prejudicar a coleta de dados e minar a confiança nas estatísticas produzidas pela instituição. O sindicato lançou a campanha “Democratização sim! Fundação não!” para articular apoio no Congresso Nacional e entre ministérios, buscando preservar a integridade do instituto.
Os servidores também relatam ações consideradas antissindicais pela direção do IBGE, incluindo tentativas de criminalizar greves, ataques ao sindicato por meio da comunicação oficial e a cobrança de aluguéis retroativos por espaços cedidos ao sindicato.
Estratégias de Mobilização
Durante uma reunião virtual realizada em 23 de janeiro, com a participação de mais de 50 coordenadores estaduais, foram traçadas estratégias para pressionar o governo federal e engajar os trabalhadores na luta contra o projeto da fundação IBGE+.
Riscos do Projeto IBGE+
De acordo com o Assibge, a criação do IBGE+ pode levar à perda de autonomia do instituto, precarização das condições de trabalho e comprometimento da qualidade dos dados produzidos. Apesar das dificuldades, o sindicato destacou o compromisso dos servidores com a manutenção da seriedade e precisão das informações estatísticas e geográficas.
“O IBGE é patrimônio público, e as mudanças propostas representam um risco para a qualidade e independência do trabalho que realizamos”, afirmou o sindicato. O ato de quarta-feira será um marco na mobilização contra as mudanças defendidas por Pochmann.