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quarta-feira, 24 julho, 2024
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Sem povo, sem legitimidade: Lula exposto como presidente sem apoio popular

Por Marina B.

Quem está bem informado provavelmente ouviu a gravação em que funcionários públicos de Belford Roxo, no Rio de Janeiro, foram informados que o ponto facultativo decretado pelo prefeito, não era para ficar em casa e sim para fazerem parte da claque petista durante uma visita de Lula à Baixada Fluminense. Deputados Federais e Estaduais do RJ, já entraram com uma representação no MPRJ, contra o prefeito de Belfort Roxo, Waguinho (Republicanos).

O incidente destaca um fato inegável mesmo para os apoiadores mais fervorosos do PT: Lula é um presidente distante do povo. O questionamento de onde estariam os 60 milhões de eleitores do Lula, é levantado toda vez que ele aparece em público.
Desde sua posse, não houve um evento que tivesse público, principalmente orgânico. Durante a campanha também não foi diferente. Espaços fechados e vazios.

Essa dinâmica vem desde o início de seu mandato, naquele dia que, segundo William Bonner, fez “o céu de Brasília parecer mais bonito”. Nas raras ocasiões em que Lula viajou pelo Brasil, ele se isolou ou esteve cercado por uma audiência composta principalmente por intelectuais, burocratas e tecnocratas, além de um público cenográfico que, em troca de brindes, aplaude suas falas.

É intrigante como alguém eleito por 60 milhões de pessoas, em uma das eleições mais disputadas, não consegue mobilizar espontaneamente a base petista. Como o suposto “Pai dos Pobres” e “Presidente-Operário”, não atrai multidões de trabalhadores em suas jornadas pelo país?
Simplesmente porque não tem mais apoiadores.

E, para aqueles que consideram soluções autoritárias devido a essa frustração democrática, como explicar que um governo supostamente do povo seja liderado por alguém tão distante dele? Algo está claramente errado aqui.

Por outro lado, temos um ex-presidente inelegível que consegue reunir milhares de apoiadores em um dia comum.
Isso contrasta com a perseguição a Bolsonaro, acusado pelo Ministério Público de importunar uma baleia. Mesmo fora do jogo político, Bolsonaro ainda desperta entusiasmo em muitos, especialmente entre o povo, e não apenas entre intelectuais, sindicalistas e funcionários públicos. Como isso é possível?

Alguns sugerem teorias complexas envolvendo manipulação e algoritmos, mas prefiro uma abordagem mais simples: aqueles que colocaram Lula na presidência, independentemente dos meios, devem reconhecer essa discrepância entre sua popularidade e seu verdadeiro poder. Ignorar isso não é mais uma opção viável, especialmente considerando que a desculpa de que as redes sociais distorcem a realidade não convence mais.

A percepção é crucial. Ela deveria ter sido levada mais a sério pelas autoridades eleitorais, pois é ela que determina se o poder é legítimo ou não. Percepção de que o Estado merece ser defendido, ou de que deve ser reformulado. Percepção de honestidade ou corrupção, de intenções retas ou egoístas. Uma vez que a desconfiança é estabelecida, é difícil revertê-la, independentemente de campanhas publicitárias ou leis que tentem impor a crença na democracia.

É aqui que reside o perigo: quando a imposição da democracia se transforma em um disfarce para a ditadura.

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