Informações obtidas a partir da quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva indicam transferências financeiras ao empresário Jonas Leite Suassuna Filho, conhecido como Jonas Suassuna. Ele figura como um dos proprietários formais do sítio localizado em Atibaia (SP), imóvel que foi alvo de investigações na Operação Lava Jato.
Segundo os registros analisados, Lulinha transferiu cerca de R$ 700 mil a Suassuna por meio de TEDs. As movimentações não trazem descrição da finalidade dos pagamentos e foram realizadas para uma conta no banco Santander, vinculada a uma agência no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro.
Pagamentos mensais
De acordo com os dados, os repasses ocorreram de forma recorrente, em sua maioria no valor de R$ 10 mil mensais. Em alguns períodos, porém, os valores teriam sido superiores, chegando a R$ 50 mil nos meses de junho e julho de 2024.
Os registros bancários indicam ainda que a conta analisada movimentou aproximadamente R$ 19,3 milhões entre 2022 e 2025.
Relação societária e histórico
Jonas Suassuna foi sócio de Lulinha na empresa BR4 Participações e também esteve formalmente ligado à propriedade do sítio de Atibaia. À época em que o imóvel foi investigado, Suassuna também era apontado como responsável pelo pagamento do aluguel do apartamento onde Lulinha residia.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirma que o empresário não tem relação com investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias e informou que prestará esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal, foro considerado competente para análise do caso.
As informações seguem sob apuração das autoridades, sem decisão judicial definitiva até o momento.