A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 17, revela que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue enfrentando forte rejeição popular. Segundo o levantamento, realizado entre os dias 12 e 14 de setembro, 51% dos entrevistados desaprovam a atual gestão federal, contra apenas 46% que aprovam. Outros 3% não souberam ou não quiseram responder.
Os números demonstram estagnação em relação a agosto, indicando que o governo não conseguiu recuperar fôlego político nem melhorar sua imagem diante da população.
Avaliação da administração Lula
- Negativa: 38% (em agosto, eram 39%)
- Positiva: 31% (estável)
- Regular: 28% (um ponto acima de agosto)
- Não sabe/não respondeu: 3%
Desgaste crescente
O dado mais preocupante para Lula é que a avaliação negativa supera a positiva em sete pontos percentuais, sinalizando desgaste político precoce para um governo que ainda está na metade do mandato.
Economistas e analistas políticos lembram que o governo sofre com inflação persistente, aumento da dívida pública, insegurança fiscal e sucessivos aumentos de gastos, o que pressiona a confiança do eleitorado e aumenta a percepção de irresponsabilidade na condução da economia.
Além disso, o Palácio do Planalto enfrenta críticas pela incapacidade de entregar resultados concretos nas áreas de segurança pública, saúde e geração de empregos, fatores que contribuem para a insatisfação da classe média e da população mais pobre.
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, “a recuperação da popularidade do governo Lula, iniciada em julho depois do tarifaço de Trump, foi interrompida em setembro, mesmo com o julgamento de Bolsonaro”.
O quadro reforça o clima de polarização e instabilidade, já que nem a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro conseguiu melhorar a imagem do governo perante a opinião pública.
Lula chega a setembro com metade do país contra sua gestão, índices de aprovação travados e uma economia em deterioração, o que abre espaço para críticas cada vez mais duras e fragiliza seu capital político para aprovar medidas no Congresso.