Conversas extraídas pela Polícia Federal (PF) do telefone de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontam indícios de repasses em dinheiro vivo ao ex-assessor parlamentar Gustavo Gaspar, que atuou no gabinete do senador Weverton Rocha (PDT-MA). A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
O que a PF afirma
- As mensagens foram enviadas ao ministro André Mendonça (STF), que determinou a prisão preventiva de Gustavo Gaspar, cumprida em dezembro, na fase mais recente da Operação Sem Desconto.
- Gaspar trabalhou como assistente parlamentar sênior na liderança do PDT no Senado entre 2019 e 2023, período em que Weverton liderava a bancada, e foi exonerado ao final do período.
Linguagem cifrada e entregas
Segundo a PF, diálogos mostram Antunes orientando um funcionário, Rubens Costa, a fazer entregas ao “Gusta”, usando termos como “encomenda” e “impressões”, interpretados pelos investigadores como referência a valores em espécie.
Exemplos citados:
- Em 1º de junho de 2023, Rubens teria informado: “O Gustavo pegou a encomenda”.
- Em 4 de setembro de 2023, Antunes teria determinado: “As impressões serão para o Gusta. 30. Período da tarde…”, com menção a demora por “reconhecimento em cartório”, que a PF sugere ter relação com liberação bancária de valores.
- No dia seguinte, a PF identificou saque de R$ 40 mil feito por Rubens Costa a partir de uma empresa ligada a Antunes, o que, para a investigação, reforça a hipótese de que as mensagens tratavam de pagamentos.
O que dizem as defesas
- Weverton Rocha negou envolvimento, chamou as acusações de “descabidas” e citou parecer da PGR dizendo que as suspeitas contra ele estariam apoiadas em inferências ainda não consolidadas. Também argumentou que eventual recebimento por assessores não implica responsabilidade direta do senador.
- A defesa de Gustavo Gaspar nega “de forma veemente” as acusações e afirma que apresentará esclarecimentos quando for oficialmente intimado a depor.
- A defesa de Antunes informou que não comentaria o teor das mensagens, alegando não ter acesso integral ao material extraído do celular.
Contexto mais amplo citado na apuração
Na mesma representação, a PF também menciona que apura referências a Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) em conjuntos distintos de dados, para verificar hipótese de atuação como “sócio oculto” do investigado em negócios com o governo — destacando que isso ainda está em apuração.
Se quiser, eu reescrevo esse texto em formato de post para Instagram (mais curto e direto) ou em roteiro de vídeo de 45–60s.