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segunda-feira, 12 janeiro, 2026
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Empresas de parentes de Toffoli tiveram como sócio fundo ligado ao caso Banco Master

Por Alexandre Gomes

Duas empresas associadas a parentes do ministro Dias Toffoli (STF) tiveram participação societária de um fundo de investimentos conectado, por cadeia indireta, a estruturas financeiras investigadas no caso Banco Master, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.

De acordo com a apuração, o Arleen Fundo de Investimentos manteve, até pelo menos maio de 2025, participação na Tayayá Administração e Participações — empresa relacionada a um resort em Ribeirão Claro (PR) vinculado à família de Toffoli. O mesmo fundo também teve participação na DGEP Empreendimentos, incorporadora da mesma cidade que tinha como sócio um primo do ministro.

Como o fundo aparece na “cadeia” ligada ao Master

A conexão com o caso Master seria indireta e ocorreria por uma sequência de fundos:

  • O Arleen foi cotista do RWM Plus;
  • O RWM Plus teria recebido recursos de fundos ligados ao Maia 95, apontado pelo Banco Central como parte de uma teia de operações associada às suspeitas envolvendo o Banco Master.

Segundo a reportagem, o Arleen não é alvo de investigação.

A matéria também aponta que, ao longo dessa estrutura, fundos teriam sido administrados pela Reag, gestora que, conforme noticiado, é investigada na operação Carbono Oculto, sob suspeita de lavagem de dinheiro vinculada ao PCC. O Arleen, ainda segundo a Folha, teria tido um único cotista e foi encerrado no fim de 2024.

Composição do Arleen e movimentações

Conforme balanço de maio de 2025 citado na reportagem, o Arleen teria quatro investimentos:

  • participação em duas empresas ligadas à família de Toffoli;
  • uma holding sem registro público;
  • e o RWM Plus.

A reportagem descreve que investigadores apuram se uma cadeia de fundos teria sido usada para circular recursos e inflar patrimônio por meio de compra de ativos de baixo valor, elevando artificialmente o valor dos veículos.

Toffoli é relator do inquérito sobre o Master

O texto também destaca que Toffoli assumiu, em dezembro, a relatoria do inquérito sobre o Banco Master após recurso ao STF, mantendo o caso sob sigilo e convocando acareação com um diretor do Banco Central.

Resort Tayayá e vínculos familiares

A matéria relata que o resort Tayayá teve participação de familiares de Toffoli e que o ministro recebeu, em 2017, homenagem da Câmara de Vereadores de Ribeirão Claro por contribuição ao desenvolvimento turístico local, com menção ao empreendimento.

Segundo dados citados, em 2020 o controle da empresa estaria com um primo do ministro e um advogado; no fim daquele ano, uma empresa dos irmãos de Toffoli teria entrado na sociedade, com mudanças posteriores na composição.

Por fim, a reportagem afirma que o Arleen teria reduzido sua participação na Tayayá ao longo do tempo e mantido valores relevantes na DGEP, que funcionaria no mesmo endereço do resort, além de registrar que a liquidação do Arleen ocorreu dias antes da prisão de Daniel Vorcaro em novembro.

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