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segunda-feira, 15 julho, 2024
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Conheça a Europa das Nações Soberanas, nova coalizão de direita na Europa

Por Marina B.

O “Europa das Nações Soberanas” (ENS), criado na quarta-feira, é o terceiro grupo no Parlamento Europeu a reunir representantes de partidos de direita dos países da UE, tendo como principal força política os eurodeputados do Alternativa para a Alemanha (AfD).

O ENS reúne eleitos por partidos que, até agora, não tinham filiação política nas várias bancadas do Parlamento Europeu devido às suas ideologias específicas.

Composto por 25 eurodeputados de oito Estados-membros, o grupo cumpre os critérios necessários para formar uma bancada (pelo menos 23 eurodeputados de sete Estados-membros), evitando assim a categoria de não-inscritos, que limita a relevância e o tempo de intervenção dos legisladores.

A composição e o nome do ENS foram anunciados na quarta-feira, após uma reunião constitutiva em Bruxelas, consolidando-se como a terceira força de direita no Parlamento Europeu. Esta notícia surge dois dias após a criação do Patriotas pela Europa, iniciativa do primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, que visa unir forças conservadoras e nacionalistas.

Apesar das suas diferenças, os oito partidos do ENS estão unidos na oposição ao Pacto de Migração e Asilo, ao Pacto Ecológico Europeu, aos valores do progressismo social e à assistência militar à Ucrânia, posicionando-se em confronto com a corrente dominante de esquerda.

Além disso, todos contestam o projeto de integração europeia, que delega cada vez mais competências políticas a instituições supranacionais da União. Daí a ênfase no termo “soberania” no nome do grupo.

A bancada é composta por:

  • Alternativa para a Alemanha (AfD): 14 eurodeputados da Alemanha
  • Confederação: 3 eurodeputados da Polónia
  • Revival: 3 eurodeputados da Bulgária
  • Reconquête: 1 eurodeputado de França
  • Republika: 1 eurodeputado da Eslováquia
  • Liberdade e Democracia Direta (SPD): 1 eurodeputado da Chéquia
  • Movimento Nossa Pátria: 1 eurodeputado da Hungria
  • União do Povo e da Justiça: 1 eurodeputado da Lituânia

“Escolhemos este caminho não porque seja fácil, mas porque é necessário para concretizar a nossa visão comum de uma Europa das Pátrias forte, unida e virada para o futuro.” – René Aust, eurodeputado da direita alemã.

Quem é quem no novo grupo?

A principal força do ENS é a AfD, que ocupa mais da metade dos assentos, e um dos seus eurodeputados, René Aust, foi nomeado copresidente. Stanisław Tyszka, da Confederação, é o outro copresidente.

“Reunimo-nos porque partilhamos o objetivo de ter um impacto significativo no futuro político da Europa através de uma ação decisiva e de um planejamento estratégico. Este objetivo só pode ser alcançado coletivamente, como demonstra a história europeia. A influência sempre foi exercida por aqueles que tiveram a coragem de se organizar e atuar estrategicamente”, afirmou Aust.

“Escolhemos este caminho não porque seja fácil, mas porque é necessário para concretizar a nossa visão comum de uma Europa das Pátrias forte, unida e virada para o futuro”, acrescentou.

O ENS inclui também o Revival da Bulgária, o Movimento Nossa Pátria (MHM) da Hungria, o Liberdade e Democracia Direta (SPD) da Chéquia, o Reconquête! de França e o Republika da Eslováquia, todos defensores do nacionalismo e do conservadorismo.

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