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sábado, 4 abril, 2026
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Clérigo iraniano pede ‘derramamento’ de sangue de Trump e israelenses

Por Alexandre Gomes

Aiatolá Abdollah Javadi Amoli quer o fim dos EUA

A televisão estatal iraniana transmitiu, nesta quinta-feira, 5, uma mensagem do aiatolá Abdollah Javadi Amoli, na qual incita o “derramamento” de sangue do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de israelenses.

A mensagem do líder religioso foi uma rara declaração vinda de autoridades clericais do país do Oriente Médio. “Estamos agora à beira de um grande teste”, disse o clérigo. “E devemos ter o cuidado de preservar plenamente essa unidade, de preservar plenamente essa aliança.”

Na sequência, ele pediu “o derramamento de sangue sionista, o derramamento do sangue de Trump. O imã da época diz: ‘Lutem contra a América opressora, o sangue dela está sobre meus ombros’.”

Senior Iranian cleric Abdollah Javadi Amoli on Wednesday said shedding the blood of US President Donald Trump and Israelis is obligatory for devout Shi’ite Muslims.@‌iranintl_en_ _pic.twitter.com/oyJFkgKQdN

_— Open Source Intel (@osint613) _March 4, 2026

Na mesma linha de ameaças, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Washington “lamentará profundamente o precedente que criou com o ataque de torpedo à fragata iraniana Dena em águas internacionais, na quarta-feira 4, que afundou o navio e aparentemente causou a morte da maior parte da tripulação”.

Araghchi ressaltou ainda que o ataque ocorreu sem aviso prévio e o classificou como “uma atrocidade”.

Conflito no Oriente Médio

No último sábado, 28, os Estados Unidos e Israel começaram uma onda de ataques contra o Irã. A ação ocorreu depois da escalada das tensões sobre o programa nuclear iraniano.

Depois dos ataques, o regime do Irã iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que têm bases militares norte-americanas. São os casos, por exemplo, de Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Já no domingo 29, a mídia iraniana anunciou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi morto por ataques dos EUA e de Israel.

“A ofensiva mais pesada da história”, afirmou o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. Ele ainda disse que o país persa considera se vingar pelos ataques como um “direito e dever legítimo”.

Como resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou o Irã com ataques retaliatórios. “É melhor que eles não façam isso”, disse. “Porque, se fizerem, os atingiremos com uma força nunca antes vista.”

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