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segunda-feira, 15 julho, 2024
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China ameaça ‘esmagar’ Taiwan em eleições cruciais: Tensões internacionais alcançam ponto crítico

Por Alexandre G.

O Exército de Libertação Popular da China declarou nesta sexta-feira estar pronto para “esmagar” qualquer plano de independência de Taiwan, que realiza eleições presidenciais neste sábado. O pleito, altamente esperado e seguido internacionalmente, ocorre em meio a anos tumultuados nas relações entre Pequim e a administração da ilha. As autoridades chinesas veem o território como parte integrante do país e acusam os Estados Unidos de interferência em sua soberania.

O comunicado expressa a esperança de que os taiwaneses reconheçam o “sério perigo” representado pela instigação de conflitos através do Estreito de Taiwan e tomem a decisão correta. O vice-presidente atual e membro do Partido Democrático Progressista (PPD), pró-independência, Lai, é acusado de minar as eleições pela China, uma crítica também compartilhada pelo ministro das Relações Exteriores de Taiwan, Joseph Wu.

As tensões em Taiwan eram previsíveis, de acordo com autoridades dos EUA, que observam as eleições com grande interesse. A Casa Branca advertiu a China para que evite provocar a ilha durante o processo eleitoral, temendo um aumento das tensões, embora considere isso improvável.

Internamente, as divergências entre os partidos taiwaneses sobre a China diminuíram diante das crises em Hong Kong e na Ucrânia. Os candidatos taiwaneses concordam na necessidade de fortalecer as defesas, deixando de lado a ideia de independência absoluta ou integração econômica com a China.

O Eurasia Group minimizou os receios de conflito em torno de Taiwan devido à distensão entre China e Estados Unidos e às declarações cautelosas de Lai. Ian Bremmer, presidente da empresa de consultoria, afirmou que a probabilidade de um ataque chinês a Taiwan em 2024 é insignificante.

Apesar de ser um momento histórico, as eleições têm um impacto menor na abordagem dos EUA à questão taiwanesa, de acordo com Oriana Skylar Mastro, especialista em Taiwan da Universidade de Stanford. O presidente Joe Biden pretende enviar uma delegação a Taiwan após as eleições, acreditando que a cooperação em defesa e comércio com a democracia autônoma não diminuirá, mesmo diante das reivindicações de Pequim. O diálogo entre os EUA e a China intensificou-se, enquanto o presidente chinês, Xi Jinping, enfrenta desafios econômicos internos.

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