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quinta-feira, 25 julho, 2024
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Chilena sob investigação por racismo e injúria após atacar comerciante judaica com insultos e ameaças

Por Alexandre G.

Uma mulher, acusada de proferir insultos antissemitas e ameaças contra uma comerciante judia em Arraial d’Ajuda, sul da Bahia, prestou depoimento à Polícia Civil neste domingo (4). O delegado Paulo Henrique de Oliveira, coordenador da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior, informou que a mulher, de nacionalidade chilena (cujo nome está sob sigilo), foi liberada por falta de flagrante.

Ela está sendo investigada por crimes como racismo, injúria, grave ameaça, dano qualificado e tentativa de agressão. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o momento em que a chilena ataca a lojista judia, identificada como Herta Breslauer, de 54 anos, chamando-a de “sionista, assassina de crianças”. O incidente ocorreu na sexta-feira (2).

O delegado explicou que, quando a Polícia Militar chegou, a mulher não estava mais presente, tendo se misturado aos turistas na região, um importante destino turístico. Oliveira afirmou que a Polícia Civil solicitou medidas cautelares à Justiça, como a proibição de contato com a vítima, a impossibilidade de deixar o país durante o processo e a restrição de acesso ao estabelecimento comercial da vítima.

Durante o depoimento, a acusada confessou os xingamentos, mas negou ser antissemita. Alegou conhecer a vítima, ter sido provocada por ela anteriormente, chamada de terrorista e acusada de abandonar um filho. A chilena afirmou ter tido um ataque de fúria ao passar pela loja da vítima, devido ao uso de remédios controlados.

A advogada de Herta, Lilia Frankenthal, informou que a vítima está abalada e optou por não falar com a imprensa. Herta passou por exame no Instituto Médico-Legal para verificar possíveis lesões decorrentes de um tapa no rosto, mesmo que não haja lesões aparentes.

A advogada solicitou a prisão da suspeita com base na Lei 14.532/2023, que equipara a injúria racial ao crime de racismo, impondo pena mais severa, sem direito a fiança. A Confederação Israelita do Brasil (Conib) e a Sociedade Israelita da Bahia repudiaram a agressão em nota conjunta, classificando o antissemitismo como inaceitável e pedindo o fim de manifestações odiosas.

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