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sexta-feira, 26 junho, 2026
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A tomada do poder pelos rebeldes sírios terá um efeito cascata “notável” equivalente ao Muro de Berlim, prevê representante do Partido Republicano

Por Alexandre Gomes

O ditador sírio Bashar Assad fugiu do país após um ataque de rebeldes que invadiram a capital, Damasco, no sábado, marcando uma mudança histórica na guerra civil síria, que já dura quase 14 anos.

A derrubada de Assad, que forçou sua fuga, pode desencadear uma série de efeitos no Oriente Médio que podem ser comparados à queda do Muro de Berlim, conforme opinou um parlamentar republicano.

“Esse é um evento de grande importância. A queda da ditadura de Assad terá um impacto significativo, equivalente à queda do Muro de Berlim, que resultou na liberdade de muitos países após décadas de controle totalitário”, afirmou o deputado Joe Wilson, da Carolina do Sul, durante o “Fox Report” no domingo.

Após os rebeldes invadirem Damasco, Assad, que foi responsável pelo uso repetido de armas químicas contra civis, teria fugido da Síria com sua esposa e filhos. O presidente Biden, em seu discurso no domingo, afirmou que os Estados Unidos ainda não têm confirmação sobre o paradeiro de Assad, mas há rumores de que ele esteja em Moscou.

Wilson sugeriu que o enfraquecimento do Irã por parte de Israel e o impacto da guerra na Ucrânia sobre a Rússia contribuíram para os recentes acontecimentos na Síria, prevendo um efeito dramático na capacidade de Putin de manter sua influência.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, celebrou a queda de Assad, atribuindo o evento aos ataques de Israel contra o Irã e o Hezbollah, embora tenha alertado sobre os perigos que ainda persistem na região.

A coalizão rebelde, composta por grupos islâmicos amplamente radicais, foi responsável pela derrubada do regime de Assad, que estava apoiado pelo Irã. O grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS), antigo braço da Al-Qaeda, teve papel crucial na expulsão do ditador, que assumiu a presidência após a morte de seu pai, Hafez Assad, em 2000.

O presidente Biden afirmou que, embora alguns dos grupos rebeldes tenham um histórico problemático de terrorismo e abusos, os EUA permanecerão vigilantes e avaliarão as ações desses grupos conforme assumem responsabilidades. O presidente também anunciou que os EUA apoiarão os países vizinhos da Síria, como Jordânia, Líbano, Iraque e Israel, caso surjam ameaças durante a transição de poder.

Enquanto o futuro da Síria permanece incerto, Wilson acredita que a população síria estará em busca de uma nação livre e democrática, lutando pela sua liberdade, mesmo como diáspora.

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