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quinta-feira, 7 maio, 2026
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Prévia da inflação sobe 0,48% em setembro

Por Alexandre Gomes

Alta do IPCA-15 é impulsionada por custos com habitação, especialmente pela energia elétrica residencial

O IPCA-15, indicador que antecipa a inflação oficial, apresentou aumento de 0,48% em setembro. O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou 0,62 ponto porcentual acima da taxa registrada em agosto. Naquele mês, houve queda de 0,14%. Por sua vez, o IPCA-E, que agrega o IPCA-15 dos últimos três meses, marcou 0,67%, levemente superior ao 0,62% acumulado no mesmo período do ano anterior.

Cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados mostraram elevação em setembro, com destaque para habitação. O item subiu 3,31% e exerceu o maior impacto individual no índice mensal.

Já o grupo alimentação e bebidas registrou a quarta redução seguida na média de preços, caindo 0,35%. Entre as demais variações, o setor transportes recuou 0,25% e o de vestuário aumentou 0,97%.

Impacto da energia elétrica no IPCA-15

No grupo habitação, o reajuste da energia elétrica residencial foi determinante. Depois de uma queda de 4,93% em agosto, o item subiu 12,17% em setembro, respondendo por 0,47 ponto porcentual do IPCA-15 do mês.

Segundo o IBGE, a mudança se deve ao término do Bônus de Itaipu, que dá desconto aos consumidores quando a Usina Binacional apresenta resultado financeiro positivo. Outro fator preponderante foi a adoção da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que acrescentou R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos. A cidade de Belém (PA), por exemplo, teve reajuste tarifário de 4,25% a partir de 7 de agosto, elevando a alta local para 11,38%.

Outros itens de habitação, como água, esgoto e gás, também apresentaram alta. Em vestuário, as roupas femininas subiram 1,19%, enquanto calçados e acessórios tiveram aumento de 1,02%. Já o grupo saúde e cuidados pessoais registrou variação positiva de 0,36%, influenciado pelo plano de saúde, que subiu 0,50%.

Inflação derruba setor da alimentação e do transporte

Segundo o IBGE, a alimentação no domicílio caiu 0,63%, depois de um recuo de 1,02% em agosto. Itens como tomate (-17,49%), cebola (-8,65%), arroz (-2,91%) e café moído (-1,81%) tiveram queda nos preços, ao passo que as frutas subiram 1,03%.

Já nos transportes, o recuo de 0,25% foi motivado pela queda no seguro voluntário de veículo (-5,95%) e nas passagens aéreas (-2,61%). Combustíveis, gás veicular e gasolina tiveram baixas, enquanto óleo diesel e etanol apresentaram leve aumento. O instituto revela que também houve impacto da gratuidade e redução de tarifas no transporte coletivo em cidades como Brasília, Belém e Curitiba.

Entre as regiões, todas as 11 pesquisadas apresentaram inflação em setembro. Recife liderou, com avanço de 0,80%, influenciado pelo aumento da energia elétrica residencial e da gasolina. Já Goiânia teve o menor índice, 0,10%, com destaque para a queda nos preços da gasolina e do tomate.

O cálculo do IPCA-15 considerou preços coletados entre 15 de agosto e 15 de setembro, comparados ao período anterior. O indicador contempla famílias com renda entre um e 40 salários mínimos em regiões metropolitanas e segue metodologia semelhante à do IPCA, variando apenas no período de coleta e abrangência geográfica.

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