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sexta-feira, 16 janeiro, 2026
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Ex-donos do Voiter cobram quase R$ 250 mi depois de liquidação do Master

Por Alexandre Gomes

Os alvos da cobrança são Daniel Vorcaro, além dos ex-sócios Augusto Lima e Maurício Quadrado

Depois da liquidação extrajudicial do Banco Master, a família Rezende Barbosa, antiga proprietária do Banco Voiter, busca na Justiça de São Paulo o pagamento de uma dívida de R$ 247 milhões. Os alvos da cobrança são Daniel Vorcaro, dono do Master, além dos ex-sócios Augusto Lima e Maurício Quadrado.

A família também comunicou à Justiça a inadimplência dos devedores, associada a títulos de dívidas emitidos para capitalizar o Master, além de afastar a Trustee Distribuidora, ligada a Nelson Tanure e Quadrado, da função de agente fiduciário.

Bloqueio de bens e acordos não cumpridos

Em abril, a 22ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo ordenou bloqueio de dinheiro, imóveis e ações dos citados. Depois disso, em maio, um acordo foi fechado entre as partes, mas não foi cumprido integralmente.

Segundo a família Rezende Barbosa, apenas a primeira parcela e os honorários foram pagos; a segunda parcela, prevista para 10 de setembro, não foi quitada. Foi firmado um novo acordo judicial em 10 de novembro que estabelecia a quitação em 15 etapas. Dias depois, o Banco Central decretou a liquidação do Master.

Vorcaro e Augusto Lima chegaram a ser presos durante a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura supostas vendas fraudulentas de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), em um total de R$ 12 bilhões.

Nova ofensiva judicial que envolve o caso Master

Nesta quarta-feira, 14, houve nova fase da Operação Compliance Zero, com mandados de busca e apreensão contra Vorcaro, seus familiares e Nelson Tanure.

Em 4 de dezembro de 2025, a família Rezende Barbosa entrou com novo pedido judicial no qual requereu o pagamento integral da dívida, que, descontados valores já pagos, soma R$ 247 milhões. Como garantia, os devedores alienaram cédulas de crédito bancário ligadas a carteiras de crédito consignado, avaliadas em quase R$ 26 milhões em setembro de 2025, e mantidas em conta vinculada no Banco Master.

Os autores do processo solicitaram à Justiça a transferência dos valores, além de penhora de imóveis, ações, veículos e aeronaves dos executivos. Também pediram multa diária de R$ 100 mil por descumprimento. O Tribunal de Justiça de São Paulo ainda não analisou o pedido.

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