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quinta-feira, 25 julho, 2024
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Ecos do passado: Maranhão abriga descobertas épicas que desafiam os registros históricos

Por Alexandre G.

Uma empresa construtora brasileira, prestes a iniciar uma nova obra em São Luís, Maranhão, contratou uma equipe de arqueólogos para realizar um estudo de impacto no terreno.

O que se iniciou como um procedimento padrão antes de uma grande construção acabou revelando uma surpresa histórica extraordinária.

Os arqueólogos depararam-se com descobertas que superaram todas as expectativas, lançando uma nova perspectiva sobre a história do Brasil.

Contrariando o esperado, as escavações revelaram 43 esqueletos humanos e mais de 100 mil artefatos, indicando uma presença humana no local pelo menos 1.400 anos antes do que se acreditava.

O sítio arqueológico no Maranhão pode redefinir a história do Brasil.

A magnitude da descoberta foi impressionante, enfatizando a importância do sítio arqueológico. Iniciada em 2019, a pesquisa revelou quatro períodos distintos de ocupação no local.

A camada superior pertence ao povo Tupinambá, que já habitava a região na fundação de São Luís, em 1612. Logo abaixo, uma camada de sambaqui, caracterizada por formações de conchas e outros sedimentos litorâneos.

Surpreendentemente, a cerca de dois metros abaixo da superfície, uma camada revelou cerâmica rudimentar datada de oito a nove mil anos atrás.

Essa descoberta reescreve a narrativa da ocupação humana na região, antecipando significativamente os registros históricos conhecidos até agora.

Após quatro anos de escavações, a equipe interdisciplinar, composta por arqueólogos, químicos, historiadores e um cineasta documentarista, continua suas investigações.

O sítio arqueológico já está registrado e protegido pela Lei 3.924/61, com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) exigindo garantias financeiras para pesquisa e conservação dos artefatos.

Essa revelação não apenas representa um marco na compreensão do Brasil pré-histórico, mas também inaugura um novo capítulo na pesquisa arqueológica nacional.

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) foi designada para a guarda institucional, e um novo laboratório está em construção para lidar com o extenso volume de descobertas.

O arqueólogo líder, Welington Lage, destaca que, apesar de quatro anos de escavação, mal arranharam a superfície, prometendo mais revelações sobre o passado do país.

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