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quarta-feira, 25 março, 2026
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Vorcaro terá de apresentar provas inéditas para validar acordo de delação

Por Alexandre Gomes

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro precisará apresentar provas inéditas e indicar mecanismos concretos para recuperação de valores desviados caso queira obter a homologação de sua delação premiada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo fontes ligadas às investigações, apenas reforçar elementos já obtidos em buscas e apreensões não será suficiente para assegurar benefícios processuais, como eventual flexibilização da prisão. A colaboração deverá agregar informações novas, detalhar o funcionamento das fraudes e contribuir efetivamente para o avanço das apurações.

Investigadores também avaliam que a homologação poderá ser descartada caso o empresário omita fatos relevantes ou apresente dados já identificados nos 111 celulares apreendidos durante as operações.

Negociações com PGR e PF

A defesa de Vorcaro conduz negociações simultâneas com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e com a Polícia Federal. Caso não haja consenso entre os dois órgãos, o acordo pode não prosperar.

As tratativas devem se estender por pelo menos três meses antes de eventual encaminhamento ao relator do caso no STF, ministro André Mendonça.

O avanço inicial das negociações ocorreu após os advogados afirmarem que o ex-banqueiro estaria disposto a não poupar envolvidos. Antes disso, a resistência em mencionar magistrados do STF teria gerado desconforto entre investigadores.

Benefícios limitados

Pelo papel atribuído a Vorcaro nas investigações, considerado de liderança no esquema, a legislação não permite a concessão de perdão judicial. Assim, os possíveis benefícios devem se limitar à redução de pena ou à melhoria das condições cautelares.

Vorcaro assinou termo de confidencialidade no último dia 19 e deverá, a partir de agora, formalizar a confissão de crimes e apresentar provas que sustentem sua narrativa.

Nos autos, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli aparecem citados em mensagens extraídas do celular do empresário. Moraes trocou mensagens com Vorcaro no dia da prisão do ex-banqueiro. Já Toffoli deixou a relatoria do caso após a divulgação de que empresa ligada a ele teve participação societária em fundo relacionado ao Banco Master.

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