O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, estaria negociando um acordo de colaboração premiada com autoridades, segundo informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo. De acordo com a publicação, interlocutores teriam informado ao Palácio do Planalto que o banqueiro pretende ampliar o alcance das revelações, o que poderia gerar repercussões políticas relevantes.
As investigações envolvendo o Banco Master já atingiram integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), além de políticos ligados a diferentes partidos. O caso também teria repercussões na Bahia, onde o banco realizou operações durante gestões anteriores no governo estadual.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que sua preocupação com possíveis menções a seu nome é “zero”. Ele foi governador da Bahia no período em que o banco expandiu operações no Estado. O senador Jaques Wagner também foi citado no contexto político relacionado à atuação do banco.
Mudança na defesa e negociação de acordo
Vorcaro trocou recentemente sua equipe de defesa. O advogado José Luís Oliveira Lima assumiu o caso, substituindo Pierpaolo Bottini. A mudança ocorre no momento em que o empresário busca negociar um acordo de delação premiada.
Segundo relatos divulgados, ministros e advogados acompanham com cautela a possibilidade de um acordo. Há expectativa de que eventuais informações apresentadas sejam confrontadas com dados já reunidos pela Polícia Federal e outras autoridades.
Impacto político
O cenário é acompanhado de perto por lideranças partidárias, especialmente em ano pré-eleitoral. Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, também aparece como foco de atenção nas articulações políticas.
Nos bastidores, há avaliações de que a repercussão do caso pode intensificar tensões entre grupos políticos e ampliar críticas ao STF. Até o momento, não há confirmação oficial sobre os termos de eventual acordo de colaboração premiada.
As investigações seguem em andamento.