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quarta-feira, 1 abril, 2026
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Vorcaro assina acordo de confidencialidade com PGR e PF

Por Alexandre Gomes

O ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, assinou na noite desta quinta-feira, 19, um acordo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF). O ato é considerado o primeiro passo formal para a negociação de um acordo de delação premiada.

A assinatura ocorreu horas depois de Vorcaro ser transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da PF na capital. A mudança foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master.

Contexto da negociação

O avanço nas tratativas acontece após a 2ª Turma do STF formar maioria, no último dia 13, para manter a prisão do empresário. Votaram nesse sentido os ministros André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux. O ministro Gilmar Mendes ainda não concluiu a análise do caso.

Vorcaro está preso desde 4 de março, quando a PF deflagrou a terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de fraudes no sistema financeiro.

O acordo de confidencialidade estabelece que as informações compartilhadas entre a defesa do empresário e integrantes da PGR e da PF devem permanecer sob sigilo. A possibilidade de delação ganhou força após a troca na equipe jurídica: o advogado José Luís Oliveira Lima assumiu a defesa no lugar de Pierpaolo Bottini.

Histórico do caso

Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro do ano passado, quando tentava embarcar para Dubai no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A PF considerou haver indícios de tentativa de fuga. O empresário alegou que a viagem tinha finalidade comercial.

No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, diante de suspeitas de irregularidades financeiras. Estimativas apontam prejuízo bilionário.

Após a primeira prisão, Vorcaro foi solto e passou a cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, até a nova detenção em março.

Nos últimos meses, vieram a público informações sobre supostos vínculos do empresário com autoridades. Entre os fatos divulgados estão um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e negociações envolvendo participação societária no Tayayá Resort, empreendimento ligado a familiares do ministro Dias Toffoli.

O caso segue sob relatoria do ministro André Mendonça no STF, e as investigações continuam em andamento.

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