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Trump avalia sanções contra Alexandre de Moraes e amplia apoio a Bolsonaro: “Caça às bruxas” no Brasil vira pauta da Casa Branca

Por Alexandre Gomes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está analisando impor sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por sua atuação em investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, seus aliados e plataformas digitais. A informação foi confirmada por interlocutores ligados a Washington e ao entorno bolsonarista.

Segundo fontes, relatórios com denúncias de censura, perseguição política e violações de direitos fundamentais chegaram ao gabinete presidencial norte-americano e foram debatidos na última semana em reunião na Casa Branca.

Duas leis em análise: Magnitsky e Ieepa

Trump avalia aplicar duas poderosas ferramentas de sanção internacional:

  • Lei Magnitsky, voltada contra acusados de corrupção ou violação de direitos humanos;
  • IEEPA (International Emergency Economic Powers Act), que permite restrições contra estrangeiros considerados ameaça à política externa ou à economia dos EUA.

Ambas as medidas são operacionalizadas pelo Departamento do Tesouro americano, por meio do Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros).

Integrantes da administração Trump indicam que a Ieepa tem tramitação mais rápida e poderia ser a primeira via adotada contra Moraes.

Moraes na mira por censura e abuso de autoridade

A atuação de Alexandre de Moraes nos inquéritos do 8 de Janeiro e da suposta tentativa de golpe é um dos principais motivos da reação americana. Mas o fator decisivo foi a censura imposta a redes sociais, especialmente à plataforma X (ex-Twitter), hoje sob o comando de Elon Musk — aliado declarado de Trump.

O presidente norte-americano classificou as decisões do STF como “perseguição política” e afirmou, em sua rede Truth Social, que há uma “caça às bruxas” em curso no Brasil contra Bolsonaro, seus filhos e aliados.

Sem mencionar diretamente Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu pelas redes sociais:

“O Brasil é um país soberano e não aceita interferência ou tutela de quem quer que seja.”

Apesar da tentativa de demonstrar autoridade, o tom usado revela incômodo com a crescente repercussão internacional das decisões de Moraes, que têm gerado críticas até de setores da esquerda internacional.

Eduardo Bolsonaro: “Vêm mais novidades dos EUA”

Em autoexílio nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro celebrou publicamente a manifestação de Trump. Em sua conta na rede X, afirmou:

“A declaração de Trump não será a única novidade vinda dos EUA neste próximo tempo.”

O deputado licenciado também sugeriu que novas ações coordenadas estão em andamento entre parlamentares republicanos e aliados de Bolsonaro, inclusive em cortes e instituições internacionais.

O possível envolvimento dos Estados Unidos em sanções diretas a um ministro do STF brasileiro seria um fato sem precedentes, agravando ainda mais a crise entre os poderes no Brasil e expondo a fragilidade institucional do governo Lula diante da comunidade internacional.

Enquanto tenta passar imagem de estabilidade, o Palácio do Planalto vê crescer a pressão de governos estrangeiros, de empresas de tecnologia e de organizações de direitos humanos, todos atentos aos excessos do Judiciário brasileiro — que, em nome da “democracia”, tem adotado práticas autoritárias dignas de regimes que o próprio PT historicamente condenou.

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