O senador Jorge Seif (PL-SC) fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e, em especial, ao ministro Alexandre de Moraes, durante entrevista ao programa Arena Oeste nesta quinta-feira (21). Segundo o parlamentar, “o que eles querem não é prender só Bolsonaro, é matar Bolsonaro”, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Logo no início, Seif comentou sobre a instalação da CPMI do INSS, afirmando que a comissão agora tem mais independência e vai “trabalhar para incriminar os culpados”. Segundo ele, o prejuízo estimado com fraudes ultrapassa R$ 6 bilhões. O senador também reforçou denúncias de irregularidades no seguro-defeso, benefício para pescadores, afirmando que “a cada dez pescadores, sete são fraudadores”.
Críticas ao STF
Ao falar sobre o Supremo, Seif acusou o Senado de se apequenar diante do Judiciário e disse que Moraes “comete crimes todos os dias” ao perseguir opositores. Ele lembrou ainda que os Estados Unidos já sancionaram Moraes pela Lei Magnitsky e fez um alerta ao sistema financeiro: “Bancos, não brinquem com isso. Vocês vão destruir o Brasil para salvar um cara que é criminoso”.
O senador também criticou as decisões monocráticas da Corte, que, segundo ele, enfraquecem o Congresso. Relatou até ter presenciado um colega senador receber ligação de um ministro do STF durante uma votação. “Hoje, a Constituição não existe. Vivemos praticamente uma anarquia”, declarou.
Anistia e eleições de 2026
Seif defendeu a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, classificando-os como “pessoas que não cometeram crimes”. Ele também criticou os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, por não pautarem o tema.
Sobre 2026, foi direto: “Meu candidato é Jair. O segundo é Bolsonaro, o terceiro Jair Messias, o quarto Jair Messias Bolsonaro”. Caso o ex-presidente seja impedido, ele disse que apoiará o nome indicado por Bolsonaro.
“Eles querem matar Bolsonaro”
No encerramento, Seif endureceu o tom contra Moraes e o STF, dizendo que a cassação de direitos políticos, as restrições impostas e as investigações contra Bolsonaro configuram perseguição. “Eles querem matar o presidente Bolsonaro, que é o grande líder político da América do Sul”, afirmou.