O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e a base governista após o encerramento da CPMI do INSS. O parlamentar afirmou que a decisão da Corte de não prorrogar os trabalhos da comissão representaria um desrespeito aos aposentados e pensionistas afetados pelas investigações.
Em declarações, Sóstenes elevou o tom contra o tribunal e disse que o STF teria esvaziado a apuração conduzida pelo Congresso.
Críticas a Gilmar Mendes
O deputado também reagiu a declarações do ministro Gilmar Mendes sobre possíveis vazamentos de informações da CPMI. Sóstenes negou qualquer envolvimento e cobrou que eventuais acusações sejam formalizadas.
“Essa carapuça que ele quer colocar não serve pra mim, porque eu não vazei nada”, afirmou. “Como ele está acusando, que apresente os nomes.”
Embate sobre relatório final
O parlamentar criticou ainda a articulação da base governista para apresentar um relatório alternativo ao texto do relator da comissão. Segundo ele, o PT já demonstrava resistência à instalação da CPMI desde o início.
Sóstenes descartou qualquer tentativa de acordo para unificação de conclusões e afirmou que a disputa será decidida no voto.
“Ou votam o relatório apresentado, ou apresentam outro e mostram ao Brasil a posição que defendem”, declarou.
Ele também indicou que, se necessário, os trabalhos poderão avançar até sábado para garantir a votação do relatório final antes do encerramento formal da comissão.
O clima nos bastidores é de tensão entre oposição e governistas, com expectativa de embate direto na deliberação final.