O Senado Federal registra atualmente 25 pedidos de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. O levantamento não inclui a representação anunciada recentemente pelo partido Novo, que ainda não consta formalmente no sistema da Casa.
A pressão sobre o ministro aumentou após a divulgação de informações sobre sua ligação com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, instituição investigada pela Polícia Federal sob suspeita de fraude bilionária envolvendo Certificados de Depósito Bancário (CDBs). O nome de Toffoli teria sido mencionado em mensagens encontradas no celular do empresário durante as apurações.
Pedidos relacionados ao Banco Master
Três dos 25 pedidos de impeachment fazem referência direta ao caso do Banco Master. Eles foram protocolados em 26 de janeiro, 3 de fevereiro e 6 de fevereiro de 2026, todos por cidadãos, e aguardam decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre eventual admissibilidade.
O impeachment de ministros do STF está previsto na legislação desde 1950. O procedimento é semelhante ao aplicado a presidentes da República, mas cabe exclusivamente ao presidente do Senado decidir se dará andamento à denúncia. Qualquer cidadão pode protocolar representação.
Toffoli deixou recentemente a relatoria do caso envolvendo o Banco Master, sendo substituído pelo ministro André Mendonça após redistribuição.
Histórico de representações
Além dos pedidos mais recentes, há registros de representações protocoladas em anos anteriores. Entre 2015 e 2019, foram apresentados 16 pedidos, todos indeferidos na fase inicial pela presidência do Senado. Em 2021, dois pedidos chegaram a passar por análise da Advocacia-Geral do Senado.
Entre os pedidos pendentes, há representações que citam decisões específicas do ministro, incluindo a suspensão, em dezembro de 2023, do pagamento de multa bilionária da J&F no acordo de leniência firmado no âmbito da Operação Lava Jato.
Relação empresarial e posicionamento oficial
Segundo informações divulgadas, a empresa Maridt Participações, da qual Toffoli é sócio e que é administrada por seus irmãos, realizou negócios com fundo gerido pela Reag, instituição ligada ao Banco Master.
O STF afirmou, em nota, que não há fundamento para alegação de suspeição do ministro. A Corte confirmou, contudo, a saída de Toffoli da relatoria do processo relacionado ao Banco Master.
Até o momento, não houve decisão sobre o andamento dos pedidos de impeachment apresentados no Senado.