Deputado critica inércia de Hugo Motta e convoca população às ruas no próximo domingo
Em entrevista ao Estúdio Oeste nesta quinta-feira, 3, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) foi direto ao ponto: há uma perseguição política em curso no Brasil, alimentada por instituições aparelhadas pelo governo Lula, com o respaldo do Supremo Tribunal Federal (STF) e a conivência de setores do Congresso Nacional.
Sanderson reforçou a urgência da votação do projeto de anistia aos presos do 8 de janeiro, denunciando o que classifica como um “cenário de abusos sistemáticos e intimidações arbitrárias” contra cidadãos comuns. “Vivemos uma marcha autoritária travestida de justiça. O caso da cabeleireira Débora dos Santos é simbólico: foi condenada a 14 anos e multada em R$ 30 milhões por uma pichação que foi removida no dia seguinte”, criticou.
Críticas diretas a Hugo Motta
O deputado também não poupou críticas ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), acusado de omissão diante de uma pauta que mobiliza milhões de brasileiros. “Ele acendeu uma vela pra Deus e outra pro diabo. Agora, vai ter que prestar contas ao país”, disparou Sanderson. “Não queremos saber como ele vai votar. Exigimos apenas que ele coloque o projeto de anistia na ordem do dia.”
Sanderson reforçou que é inadmissível que um tema de relevância nacional esteja sendo barrado por conveniências políticas, principalmente diante da mobilização popular crescente. Segundo ele, a falta de coragem de setores do Congresso em enfrentar o STF está na raiz da crise institucional: “Essas usurpações todas só acontecem porque o parlamento brasileiro é covarde.”
PEC do fim do foro privilegiado e a paralisia legislativa
O deputado também criticou o congelamento de propostas de interesse nacional, como a Proposta de Emenda à Constituição que extingue o foro privilegiado, aprovada no Senado em 2017, mas engavetada na Câmara desde então.
“Rodrigo Maia segurou por dois anos. Arthur Lira segurou por quatro. Agora, Hugo Motta também quer enterrar a vontade do povo?”, questionou. Segundo Sanderson, o foro privilegiado empodera ministros do STF, que o utilizam para intimidar deputados, senadores e qualquer um que enfrente o sistema.
Instituições aparelhadas e “justiça seletiva”
Sanderson foi além, denunciando o que classificou como “aparelhamento das instituições” por parte da esquerda. “Com o petismo no poder, a Advocacia-Geral da União está aparelhada até o último fio de cabelo. E o STF segue o mesmo caminho”, acusou.
Como exemplo, citou o caso da deputada Carla Zambelli (PL-SP), julgada com velocidade incomum, segundo ele, sem ter cometido qualquer crime. “Ela tinha porte de arma legal, não atirou, não feriu ninguém. Mesmo assim, virou ré em tempo recorde. Isso é justiça ou perseguição?”
“Vamos tomar as ruas”
Para Sanderson, a resposta precisa vir da sociedade, por meio de pressão nas ruas e cobrança direta aos parlamentares. Ele convocou a população para o ato em defesa da anistia, marcado para o domingo, 6 de abril, às 14h, na Avenida Paulista. “Vamos encher a Paulista. Se for necessário, vamos fazer manifestações em todo o Brasil.”
O deputado concluiu com um apelo claro aos parlamentares de centro e da base conservadora:
“Não se trata de atender a mim ou ao Bolsonaro. Sejam leais ao eleitor de vocês. Isso já será justiça suficiente.”