Ministros e auxiliares próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva relatam aumento de tensão nas últimas semanas dentro do Palácio do Planalto. Segundo esses relatos, reuniões teriam sido marcadas por clima mais ríspido, com cobranças duras e manifestações de irritação.
A insatisfação teria se intensificado após a divulgação de pesquisas eleitorais que apontam crescimento de adversários no cenário político. Entre os fatores que estariam pressionando o governo, interlocutores citam o impacto do aumento do preço do diesel e a repercussão negativa identificada em levantamentos internos de monitoramento.
Combustíveis e comunicação
De acordo com relatos, o presidente tem demonstrado preocupação com os reflexos eleitorais da alta dos combustíveis. Auxiliares afirmam que integrantes da equipe econômica tentam explicar que o tema envolve fatores nacionais e internacionais, além de decisões estaduais, mas o ambiente permanece sensível.
Também há críticas internas direcionadas à área de Comunicação, apontada por interlocutores como responsável por não capitalizar politicamente medidas anunciadas pelo governo, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.
Preocupação com cenário eleitoral
Outro ponto de atenção seria o risco de mobilizações de caminhoneiros em razão do preço do diesel, situação que poderia gerar desgaste adicional ao governo.
Nos bastidores, a principal apreensão relatada por aliados não seria apenas a avaliação da gestão, mas o impacto do cenário atual sobre a disputa eleitoral de 2026. Integrantes do núcleo político reconhecem que o ambiente de incerteza tem elevado a pressão dentro do Executivo.