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quarta-feira, 4 fevereiro, 2026
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Relator da CPMI do INSS defende prorrogação das apurações

Por Alexandre Gomes

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, o deputado Alfredo Gaspar, defendeu a prorrogação dos trabalhos da comissão, cujo encerramento está previsto para 28 de março. Em entrevista ao programa Oeste com Elas, o parlamentar afirmou que as investigações precisam ser aprofundadas e que a sociedade tem direito de conhecer a extensão das irregularidades apuradas.

“Em um país democrático, a população tem o direito de saber quem são os envolvidos e o tamanho do roubo”, afirmou Gaspar, ao comentar a possibilidade de novas convocações, inclusive de pessoas ligadas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante a CPMI, pedidos para ouvir o irmão do presidente, conhecido como Frei Chico, e o filho Fábio Luís da Silva, o Lulinha, chegaram a ser apresentados, mas não avançaram. Para o relator, a rejeição dessas convocações demonstra tentativa de blindagem. “É uma vergonha para mim que tenham parlamentares que sigam cegamente a ordem de blindagem”, disse.

Assinaturas garantem pedido de prorrogação

Segundo Gaspar, já há número suficiente de assinaturas para formalizar a prorrogação da CPMI do INSS. A iniciativa também conta com o apoio do presidente da comissão, o senador Carlos Viana, que participou da articulação para reunir os apoios necessários.

“Não é aceitável encerrar esse trabalho sem que todas as responsabilidades sejam devidamente apuradas”, afirmou Viana. Gaspar, no entanto, ponderou que a prorrogação ainda depende de decisão política. “A pressão em cima do presidente do Senado será gigantesca para que não haja a prorrogação”, avaliou.

Acesso a dados do Banco Master

O relator também defendeu que a CPMI tenha acesso a dados relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso do Banco Master. Para Gaspar, a análise dessas informações é fundamental para esclarecer se há novos elementos que justifiquem a ampliação das apurações.

“Espero que a CPMI tenha o direito de analisar esses dados. Só assim saberemos se há ou não algo relevante para a continuidade e a conclusão dos nossos trabalhos”, concluiu.

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