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quarta-feira, 28 janeiro, 2026
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Relator da CPI do Crime Organizado critica atuação de Toffoli no caso Banco Master

Por Alexandre Gomes

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, afirmou que a condução do caso do Banco Master pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, “está totalmente fora de qualquer parâmetro de atuação histórica do Judiciário no acompanhamento de investigações”.

A declaração foi feita em entrevista à CNN Brasil, nesta terça-feira (27). Vieira comentou decisões recentes adotadas por Toffoli no caso, que, segundo avaliações de juristas, não encontram precedentes na Justiça brasileira.

Entre os pontos citados, o senador destacou a discussão sobre a competência do STF para conduzir o processo e decisões adotadas logo após Toffoli assumir a relatoria. Na mesma data, o ministro decretou sigilo absoluto sobre os autos e, posteriormente, na segunda fase da operação, determinou que a Polícia Federal não tivesse acesso às provas apreendidas — incluindo telefones celulares —, ordenando que o material fosse lacrado no STF. Após críticas, autorizou que a Procuradoria-Geral da República ficasse responsável pelo material e pela perícia. Em seguida, decidiu indicar pessoalmente quatro peritos da PF para atuar no exame das provas.

Vieira afirmou ainda que é necessário investigar possíveis conexões entre Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e negócios associados à família de Toffoli, como o Resort Tayayá, no Paraná. “Quando você olha para o caso Master, tem um aspecto dele que não é apurado, que é justamente a infiltração do Banco Master nos Três Poderes, em especial, a infiltração no Poder Judiciário”, declarou o senador à CNN.

CPI deve aprofundar apurações

Instalada no Senado em novembro, a CPI do Crime Organizado deverá, segundo Alessandro Vieira, analisar de forma aprofundada os desdobramentos do caso. “A atuação do Banco Master é uma atuação típica de crime organizado”, afirmou.

O Banco Master é investigado pela Polícia Federal por suspeita de fraude bilionária, e o Banco Central do Brasil determinou a liquidação da instituição em novembro passado, após identificar indícios de irregularidades. Daniel Vorcaro é apontado como figura influente no meio político, com relações com parlamentares e ministros do STF.

Nesta terça-feira (27), vieram a público informações sobre a contratação do escritório de Ricardo Lewandowski, ex-ministro da Justiça, pelo Banco Master. Outro contrato que chamou atenção envolve um acordo firmado com a esposa do ministro Alexandre de Moraes, no valor de R$ 129 milhões, o que levantou suspeitas de lobby.

Para Vieira, a investigação sobre a atuação do Banco Master deve ocorrer com “muita seriedade, cuidado, celeridade e transparência”, diante da gravidade dos fatos revelados.

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