Mais da metade dos brasileiros desaprova o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É o que revela pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 4, pelo instituto Meio/Ideia, indicando que 51,4% dos entrevistados reprovam a gestão petista, enquanto apenas 46,6% afirmam aprová-la.
O levantamento confirma um cenário de desgaste contínuo do governo, especialmente em áreas sensíveis do dia a dia da população. Quando questionados sobre a avaliação geral da administração federal, 44,7% classificam o governo como ruim ou péssimo, sendo 26% “péssimo” e 18,7% “ruim”. A avaliação positiva (ótimo ou bom) soma apenas 34,1%, número insuficiente para sustentar a narrativa de recuperação de popularidade propagada pelo Planalto.
Economia e segurança puxam rejeição
A reprovação se intensifica quando a pesquisa analisa áreas específicas da atuação do governo Lula. Economia e segurança pública aparecem como os principais focos de insatisfação, refletindo a percepção de piora nas condições de vida e na sensação de segurança dos brasileiros.
Na economia, 27% avaliam a gestão como péssima e outros 14% como ruim. O resultado dialoga com a realidade de inflação persistente, crescimento fraco e insegurança fiscal, fatores que afetam diretamente o consumo, o emprego e a renda das famílias.
Já na segurança pública, o quadro é ainda mais grave: 32,9% classificam a atuação do governo como péssima, o maior índice negativo entre todas as áreas avaliadas. Somado ao porcentual de “ruim”, a reprovação chega a 52,3%, evidenciando a percepção de fragilidade do Estado diante do avanço da criminalidade e do crime organizado.
Saúde e educação também decepcionam
Mesmo áreas tradicionalmente exploradas pelo discurso petista apresentam avaliação negativa. Na saúde, 28,9% consideram a gestão péssima, e a reprovação total chega a 39,6%. Na educação, a soma de avaliações ruim e péssima alcança 38,4%, contrariando a promessa de prioridade absoluta feita pelo governo.
Sinal de alerta para o Planalto
A pesquisa ouviu 1.500 pessoas entre os dias 30 de janeiro e 2 de fevereiro, por telefone. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08425/2026.
Os números reforçam um alerta político claro: Lula entra em um período decisivo de seu mandato enfrentando maioria da população insatisfeita, rejeição crescente em áreas centrais e dificuldade de reconectar o discurso oficial à realidade percebida pelos brasileiros. A insistência em negar o desgaste pode custar caro ao governo nos próximos embates políticos e eleitorais.