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sexta-feira, 23 janeiro, 2026
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Rejeição a Lula entre jovens chega a 75,5% e acende alerta no PT, aponta Atlas/Intel

Por Alexandre Gomes

Dados da mais recente pesquisa Atlas/Intel, divulgada nesta quinta-feira (22), indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta forte rejeição entre os eleitores mais jovens. Segundo o levantamento, 75,5% dos entrevistados de 16 a 24 anos desaprovam o atual governo — índice superior ao registrado entre evangélicos (74,2%), grupo que já vinha sendo apontado como um desafio eleitoral para o partido.

A desaprovação entre os jovens representa uma inflexão histórica para o PT, fundado em 1980 com ampla adesão desse público. Diferentemente das gerações anteriores, que viram o partido como agente de mudança na redemocratização, a atual geração cresceu com o PT já consolidado no poder, o que, segundo analistas, reduz a percepção de novidade e apelo transformador da sigla. Além disso, a comunicação considerada mais “analógica” é apontada como um entrave para alcançar as gerações Z e Alpha.

Apesar disso, aliados avaliam positivamente a atuação de Sidônio Palmeira à frente da comunicação do governo, destacando esforços para ampliar o alcance da mensagem além da base tradicional. Ainda assim, parlamentares do PT reconhecem que a direita mantém vantagem na disputa narrativa nas redes sociais.

Como estratégia para reverter o quadro entre os mais jovens, o governo aposta na pauta do fim da escala 6×1. Internamente, contudo, há ceticismo quanto a um avanço significativo já em 2026; a orientação é insistir no tema para tentar ampliar a popularidade.

Desempenho eleitoral e rejeição geral

Nos cenários de primeiro turno, Lula aparece com 48% a 49% das intenções de voto. Em simulações de segundo turno, o petista se mantém em 49%, à frente dos adversários, mas com dificuldade para atrair eleitores indecisos ou de outros candidatos. No quesito rejeição — “não votaria de jeito nenhum” —, Lula figura como o segundo mais rejeitado, com 49,7%, atrás apenas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), rejeitado por 50%, embora esteja inelegível.

Os números acenderam alerta entre lideranças governistas. Segundo avaliações internas, agendas econômicas positivas — como desemprego em nível historicamente baixo, inflação dentro da meta, aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 e o protagonismo internacional após a redução do “tarifaço” anunciado por Donald Trump — ainda não se converteram em ganho consistente de intenção de voto.

A pesquisa ouviu 5.418 pessoas entre 15 e 20 de janeiro, por recrutamento digital aleatório, com margem de erro de um ponto percentual. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02804/2026.

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