O Partido dos Trabalhadores (PT) corre contra o tempo para evitar uma redução de sua bancada no Senado nas próximas eleições. Dos nove senadores atualmente filiados à sigla, seis estão em fim de mandato e precisarão disputar a reeleição — cenário que acende um alerta interno sobre a possibilidade de encolhimento da representação petista na Casa.
Entre os casos mais sensíveis está o do senador Paulo Paim (RS), que anunciou em dezembro a aposentadoria da vida política e não deve concorrer neste ano. Outro ponto de atenção é Fabiano Contarato, eleito originalmente pela Rede Sustentabilidade e que migrou para o PT. Diante de uma guinada conservadora do eleitorado capixaba, aliados avaliam que sua reeleição será difícil.
Estratégias para preservar cadeiras
Nos bastidores, o PT passou a estimular candidaturas a governos estaduais como estratégia indireta para manter espaço no Senado. A lógica é que, ao eleger um senador para o Executivo, o suplente — preferencialmente petista — assuma a vaga no Parlamento.
É o caso do senador Omar Aziz (PSD-AM). Caso vença a disputa pelo governo do Amazonas, a suplente Cheila Moreira, filiada ao PT, herdaria a cadeira no Senado.
Cenários adversos nos Estados
Outro foco de preocupação é o senador Rogério Carvalho (SE). Levantamentos recentes, como os do instituto Real Time Big Data, indicam o petista em posições intermediárias, fora da liderança, em um cenário de forte competitividade local.
Dirigentes do partido reconhecem que a demora na definição de chapas e alianças prejudicou o planejamento eleitoral. Enquanto isso, avaliam, a oposição conseguiu se organizar com antecedência desde 2023, ampliando a pressão sobre as candidaturas petistas.
Com pouco tempo até o pleito, o PT tenta ajustar estratégias para, ao menos, manter a atual dimensão de sua bancada no Senado e evitar uma perda que comprometa seu peso político no próximo ciclo legislativo.