A crise de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se aprofunda e atinge um novo patamar alarmante. Pesquisa do PoderData mostra que 61% dos brasileiros desaprovam o petista, o pior índice desde o início da série histórica, em 2024. A pouco mais de seis meses das eleições, o dado escancara o desgaste acelerado do governo e reforça a percepção de perda de conexão com a população.
O levantamento evidencia um cenário ainda mais preocupante para o Planalto: a rejeição a Lula supera a do próprio governo. Enquanto 57% desaprovam a gestão federal, apenas 37% aprovam — números que indicam uma deterioração generalizada da confiança. A diferença de 30 pontos percentuais entre aprovação e desaprovação do presidente praticamente triplicou em dois anos, sinalizando não apenas desgaste, mas um verdadeiro colapso de credibilidade política.
A tendência recente confirma o agravamento do quadro. Desde setembro de 2025, a desaprovação cresce de forma contínua, enquanto a aprovação despenca para o nível mais baixo do mandato. Para analistas críticos, o resultado reflete uma combinação de fatores: dificuldades econômicas, aumento da carga tributária, promessas não cumpridas e uma gestão vista como desconectada das prioridades reais do cidadão.
Outro dado que amplia o constrangimento político é a comparação direta com o governo anterior. Hoje, Jair Bolsonaro aparece à frente na preferência dos brasileiros, com 42% considerando sua gestão melhor, contra apenas 32% que veem superioridade no atual governo. O resultado reforça a sensação de retrocesso percebida por parte significativa da população.
Com rejeição recorde, perda de apoio e avanço da oposição, Lula entra na fase decisiva do ciclo eleitoral sob forte pressão. O cenário desenhado pelo PoderData não apenas indica dificuldade para a reeleição, mas sugere um governo cada vez mais fragilizado, cercado por críticas e com espaço político em retração.