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quinta-feira, 8 janeiro, 2026
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PF informa ao STF que apura se filho de Lula atuou como “sócio oculto” do Careca do INSS

Por Alexandre Gomes

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que apura a possibilidade de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ter atuado como “sócio oculto” do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, em negócios com o governo federal.

Segundo a PF, o nome de Fábio Luís apareceu em três conjuntos distintos de informações reunidas durante a investigação sobre o esquema de descontos indevidos em aposentadorias do INSS. Os investigadores ressaltam, contudo, que até o momento não há indícios de participação direta do filho do presidente nas condutas investigadas.

Menções de terceiros e cautela investigativa

Na representação enviada ao ministro André Mendonça, a PF esclarece que as referências a Fábio Luís surgem em conversas de terceiros e vínculos indiretos. Os investigadores destacam que, no meio político e empresarial, é comum que pessoas aleguem proximidade com figuras públicas para obter vantagens, o que exige análise rigorosa antes de qualquer conclusão.

A defesa de Fábio Luís afirmou que ele nunca teve relação direta ou indireta com o INSS e classificou as menções como “ilações”. Advogados reiteraram que não houve sociedade com Antônio Camilo e que o filho do presidente está tranquilo quanto às apurações.

Hipótese de elo intermediado por empresária

A principal hipótese analisada é a de um possível vínculo indireto por meio da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís. Ela firmou contrato de consultoria com o Careca do INSS para prospecção de negócios junto ao governo federal e recebeu R$ 1,5 milhão. A PF apura se Roberta teria funcionado como elo entre Antônio Camilo e um eventual sócio oculto.

A defesa de Roberta informou que os negócios não prosperaram, que não houve contratos públicos celebrados e que a relação com Fábio Luís é pessoal e antiga.

Depoimentos, viagens e mensagens

Entre os elementos analisados estão:

  • Depoimento de um ex-sócio do Careca do INSS no setor de cannabis medicinal, que afirmou ter ouvido do empresário que Fábio Luís seria sócio do projeto e teria participado de reuniões.
  • Viagens realizadas por Fábio Luís e Roberta com o mesmo localizador de passagens, incluindo deslocamentos a Brasília em período de tratativas e uma viagem a Lisboa. A PF ainda apura quem custeou os bilhetes.
  • Mensagens em que se menciona pagamento mensal de R$ 300 mil à empresa de Roberta, com referência ao “filho do rapaz”, além de diálogos que demonstram preocupação com a associação do nome de Fábio Luís ao caso.

Situação processual

O Careca do INSS está preso desde setembro, suspeito de liderar um esquema milionário de descontos fraudulentos em benefícios previdenciários, com pagamentos de propina a agentes públicos. A PF afirma que seguirá analisando o material apreendido e adotará todas as providências necessárias para esclarecer os fatos, “livre de interferências externas ou narrativas políticas”.

Antes da divulgação desses detalhes, um pedido de convocação de Fábio Luís na CPI do INSS havia sido rejeitado. Após novas fases da investigação, um novo requerimento deve ser discutido com a retomada dos trabalhos legislativos.

O presidente Lula declarou anteriormente que, se houver envolvimento de familiares, “serão investigados”.

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