Durante o CPAC, realizada em Washington, nos Estados Unidos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Em seu discurso, Eduardo Bolsonaro destacou casos que, segundo ele, evidenciam perseguições políticas promovidas pelo STF. Ele relembrou a prisão de Jason Miller, ex-assessor do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, em Brasília. Em 2021, Miller veio ao Brasil para dar palestras, mas foi detido no Aeroporto de Brasília por ordem do ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito dos “atos antidemocráticos”. Após retornar aos EUA, Miller comparou os agentes da Polícia Federal que o detiveram a nazistas.
O deputado declarou que “um cidadão norte-americano foi detido no Brasil sob ordens politicamente motivadas”, apontando que o crime de Miller foi apoiar a liberdade de expressão.
O caso Elon Musk
Eduardo Bolsonaro também abordou a suposta perseguição ao empresário Elon Musk, alegando que ele foi incluído em uma investigação ilegal sobre fake news no Brasil. O parlamentar mencionou que, no ano passado, Alexandre de Moraes aplicou uma multa milionária à plataforma X e determinou a suspensão da rede social no Brasil, após Musk se recusar a cumprir ordens de censura do STF.
Prisão de Filipe Martins
Outro caso citado por Eduardo Bolsonaro foi a prisão de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, autoridades brasileiras, em colaboração com burocratas norte-americanos, manipularam registros de imigração para fabricar justificativas para a detenção de Martins. O parlamentar afirmou que o ex-assessor foi submetido a coerção psicológica e tratamento desumano para que fornecesse declarações que pudessem incriminar Jair Bolsonaro.
Eduardo Bolsonaro finalizou sua fala questionando: “Se eles podem deter e silenciar cidadãos norte-americanos, o que mais podem fazer? O que os impede de fazer o mesmo para ajudar terroristas, traficantes de drogas ou criminosos?”
As declarações do deputado refletem sua preocupação com o que ele considera abusos de poder do STF e restrições à liberdade de expressão no Brasil.