O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que Darren Beattie, assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visite o ex-presidente Jair Bolsonaro na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília.
De acordo com a decisão, a visita deverá ocorrer na quarta-feira, 18, entre 8h e 10h.
Pedido de antecipação foi negado
A defesa de Bolsonaro havia solicitado autorização excepcional para que o encontro ocorresse no sábado, 16, ou no domingo, 17, fora dos dias habituais de visitação. Moraes negou o pedido, afirmando que não há respaldo legal para alterar individualmente o calendário de visitas, que segue regras estabelecidas pelo sistema prisional.
Segundo o ministro, a manutenção dos dias e horários regulares é necessária para garantir organização e segurança na unidade.
Beattie poderá estar acompanhado de intérprete, desde que a presença seja comunicada previamente às autoridades.
Histórico de críticas
Darren Beattie já fez críticas públicas ao ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de “principal arquiteto da censura e perseguição a Bolsonaro”.
A visita ocorrerá durante viagem do assessor ao Brasil, onde ele participará de evento sobre minerais críticos em São Paulo.
Contexto diplomático
O encontro acontece em meio a debates nos Estados Unidos sobre a possibilidade de classificar facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas estrangeiras — tema que tem gerado repercussão política no Brasil.
Em 2025, Beattie também criticou decisões de Moraes relacionadas ao julgamento de Bolsonaro e de aliados do ex-presidente. O processo foi relatado pelo próprio ministro e julgado pela 1ª Turma do STF.
Eduardo Bolsonaro agradeceu publicamente, nas redes sociais, ao presidente Donald Trump, ao secretário de Estado Marco Rubio e a Darren Beattie pela autorização da visita.