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sábado, 4 abril, 2026
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Master: quem são os presos e quais as medidas cautelares impostas por Mendonça

Por Alexandre Gomes

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão do controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e de outros três investigados no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero. As ordens judiciais, cumpridas nesta quarta-feira (4) em São Paulo e Minas Gerais, também incluem 15 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares contra outros envolvidos no esquema investigado pela Polícia Federal.

Segundo a decisão, as investigações apontam que Vorcaro teria estruturado um núcleo informal conhecido como “A Turma”, destinado ao monitoramento ilegal de opositores, autoridades e jornalistas, além da coleta de informações estratégicas. Mensagens interceptadas indicam planos de intimidação e violência. Em um dos trechos citados nos autos, há menção direta ao jornalista Lauro Jardim, do O Globo, com referência a uma simulação de assalto para agressão física, fato considerado grave indício de obstrução de Justiça.

Além de Vorcaro, foram presos preventivamente Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro; Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como responsável por obter dados sigilosos; e Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado descrito como peça-chave no esquema de vigilância e intimidação. Já quatro investigados receberam medidas cautelares diversas da prisão, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com outros investigados e entrega de passaporte: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor do Banco Central do Brasil; Belline Santana, servidor do BC; Leonardo Augusto Furtado Palhares, da Varajo Consultoria Empresarial; e Ana Cláudia Queiroz de Paiva, da Super Empreendimentos.

Mendonça também determinou o bloqueio de até R$ 22 bilhões para impedir movimentações financeiras do grupo e preservar valores ligados às irregularidades. A operação apura crimes como fraude bancária, corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos eletrônicos e atuação de organização criminosa. A prisão de Vorcaro ocorreu em sua residência, na capital paulista, horas antes de ele depor na CPI do Crime Organizado, no Senado — sessão que acabou cancelada após a decisão judicial.

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