A manutenção dos palácios presidenciais em Brasília consumiu mais de R$ 8,4 milhões em recursos públicos desde 2023, primeiro ano do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dados constam de levantamento com informações da Casa Civil e consideram os imóveis utilizados pela Presidência: Palácio do Planalto, Palácio da Alvorada, Palácio do Jaburu e a Granja do Torto.
Entre os imóveis, o Palácio do Planalto apresentou o maior custo de manutenção no período. Ao longo dos três primeiros anos do atual governo, as despesas ultrapassaram R$ 3,6 milhões. Somente em 2025, o gasto registrado foi de R$ 1,06 milhão.
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, também concentrou despesas elevadas. Com estrutura que inclui áreas ajardinadas, viveiros e piscina, o imóvel consumiu mais de R$ 2,5 milhões no período analisado. Em 2024, os gastos chegaram a R$ 937 mil.
Apesar de uso limitado, a Granja do Torto — utilizada como residência de campo — também gerou custos significativos. Segundo o levantamento, o local foi palco de apenas cinco eventos em três anos, mas as despesas de manutenção superaram R$ 1,5 milhão. Em 2025, os gastos somaram R$ 633 mil.
Os números ainda podem aumentar, uma vez que as despesas referentes ao mês de dezembro não foram integralmente lançadas. Em setembro de 2025, o custo mensal de manutenção dos imóveis presidenciais chegou a R$ 593 mil.