Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, abriu uma empresa na Espanha enquanto avança a apuração da CPMI do INSS sobre suspeitas de irregularidades envolvendo descontos indevidos a aposentados e pensionistas no Brasil. A informação foi divulgada pela imprensa.
A empresa, denominada Synapta, iniciou atividades em 13 de janeiro e foi registrada no Registro Mercantil de Madri em 6 de fevereiro. Lulinha aparece como único administrador da companhia, que tem capital social de 3.000 euros. Segundo o registro, a firma deve atuar no setor de tecnologia.
O endereço fiscal da empresa coincide com o de um escritório de advocacia em Madri, que passou a representar formalmente a companhia. Advogados vinculados ao escritório foram nomeados como procuradores da empresa.
Mudança para a Espanha
Lulinha mudou-se para a Espanha em 2025. A Polícia Federal chegou a avaliar a saída do país no contexto das investigações em curso, mas a defesa afirma que a mudança já estava planejada.
Os advogados sustentam que a abertura da empresa é ato regular, em conformidade com a legislação espanhola, e que Lulinha retornará ao Brasil caso seja convocado pelas autoridades. Eles também afirmam que as empresas anteriormente vinculadas a ele no Brasil estão inativas.
Quebra de sigilo e suspeitas
No âmbito da CPMI do INSS, houve quebra de sigilo bancário para apurar movimentações financeiras entre 2022 e 2026. Segundo dados apresentados na comissão, foram analisados cerca de R$ 19,5 milhões em transações no período.
Há ainda menções a supostos repasses investigados pela Polícia Federal, envolvendo pessoas próximas a Lulinha. A defesa nega qualquer irregularidade e afirma que ele não possui relação com eventuais fraudes investigadas.
As investigações seguem em andamento.