A agenda oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2025 expõe a dificuldade de interlocução com a Câmara dos Deputados. Ao longo de todo o ano, o petista não recebeu nenhum deputado em despacho privado — um desempenho ainda pior que o de 2024, quando houve apenas quatro encontros, três com parlamentares do PT e um com Arthur Lira, então presidente da Casa.
Cenário semelhante no Senado
No Senado Federal, a situação não foi muito diferente. Houve apenas uma visita: a da senadora Leila Barros (PDT). Mesmo assim, o encontro só ocorreu após oito meses.
Governadores também à distância
As reuniões privadas com governadores praticamente secaram em 2025. Foram apenas três encontros, todos com nomes alinhados ao Palácio do Planalto: Helder Barbalho (MDB-PA), Renato Casagrande (PSB-ES) e Carlos Brandão (ex-PSB).
O retrato da agenda sugere isolamento político e dificuldade de articulação direta com o Congresso, contrastando com a prática tradicional de negociação e escambo que marcou outros momentos da política brasileira.