O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a atuar nos bastidores para tentar viabilizar o afastamento do ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações divulgadas nesta quarta-feira, 18. De acordo com relatos publicados pela imprensa, o presidente estaria incentivando interlocutores próximos ao magistrado a sugerirem um pedido de licença por motivo de saúde.
A movimentação ocorreria em meio à repercussão de informações sobre a relação de Toffoli com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por suspeitas de fraudes financeiras. Conforme noticiado, há menção a transações envolvendo o grupo empresarial ligado a Vorcaro e participação societária do ministro em um empreendimento imobiliário.
Toffoli, por sua vez, teria sinalizado a interlocutores que não pretende se afastar do cargo e que não há novos fatos a serem revelados além dos já divulgados.
Repercussões no STF
O material citado nas reportagens teria sido encaminhado pelo diretor-geral da Polícia Federal ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. Após a divulgação das informações, Toffoli abriu mão da relatoria de processos relacionados ao Banco Master. O caso que discutia eventual suspeição foi arquivado.
O ministro pode permanecer na Corte até 2042, quando completa 75 anos, idade limite para aposentadoria compulsória.
Contexto político
Nos bastidores, a avaliação atribuída a Lula é de que um eventual afastamento poderia reduzir a pressão política sobre o STF. O cenário também envolve questionamentos direcionados ao ministro Alexandre de Moraes, relacionados a contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de sua esposa, além de mensagens divulgadas no contexto das investigações.
Aliados do presidente avaliam que a preservação institucional da Corte é considerada estratégica, especialmente diante de processos de alta relevância política em tramitação no Supremo.
Até o momento, não há manifestação oficial de Toffoli ou do Palácio do Planalto confirmando articulações para afastamento.