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segunda-feira, 26 janeiro, 2026
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Lula afirma que Exército não tem recursos para comprar munição para treinamento

Por Alexandre Gomes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, na última sexta-feira (23), que as Forças Armadas brasileiras enfrentam dificuldades orçamentárias a ponto de, em alguns momentos, não disporem de recursos para adquirir munição destinada a treinamentos. A afirmação foi feita durante discurso a integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em evento realizado em Salvador.

Ao comentar a decisão do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump de criar um Conselho da Paz, Lula comparou a capacidade militar norte-americana com a realidade brasileira. Segundo o presidente, enquanto Trump exalta o poder bélico dos EUA, o Brasil enfrenta limitações financeiras para manter o funcionamento regular do Exército Brasileiro, da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira.

“Tenho um Exército, uma Marinha, uma Aeronáutica que muitas vezes não têm dinheiro nem para comprar bala para treinar”, afirmou Lula. O presidente acrescentou que não pretende travar conflitos armados com outras nações e defendeu que o Brasil atue no cenário internacional por meio do diálogo e da persuasão. “Eu quero fazer guerra com o poder do convencimento, com argumento, com narrativas, mostrando que a democracia é imbatível”, disse.

No mesmo discurso, Lula classificou a proposta de Trump como uma ameaça ao multilateralismo e à Organização das Nações Unidas. Segundo o presidente, a iniciativa representaria uma tentativa de enfraquecer o papel da ONU na mediação de conflitos internacionais. “É como se ele quisesse criar uma nova ONU e ser o dono dela”, afirmou.

Conselho da Paz

Trump convidou Lula e outros líderes mundiais para integrar o chamado Conselho da Paz. O presidente brasileiro disse ter discutido o tema com diversos chefes de Estado nos últimos dias. De acordo com Lula, nas últimas duas semanas, manteve conversas com representantes da China, Rússia, Índia, Turquia, Panamá, Portugal, Espanha, México, Canadá e Colômbia.

Segundo o Planalto, os contatos reforçam a posição do governo brasileiro em defesa de uma ordem internacional baseada no diálogo, no multilateralismo e na ampliação da participação de países no Conselho de Segurança da ONU.

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