O governo Lula, por meio do Itamaraty, voltou a condenar ações militares de Israel no Oriente Médio, especialmente após bombardeios em Beirute, no Líbano, na sexta-feira (28). A nota oficial criticou a violação do cessar-fogo, mas evitou mencionar o Hezbollah, grupo que seria o alvo do ataque, segundo a agência Reuters. Também condenou o lançamento de foguetes do Líbano contra Israel, pedindo que ambas as partes respeitem a Resolução 1.701 da ONU e que Israel retire suas tropas do sul do Líbano.
Mais uma vez, o governo brasileiro omitiu referências diretas ao Hamas e ao Hezbollah, apesar de esses grupos serem amplamente classificados como terroristas — o Hezbollah, por exemplo, é considerado organização terrorista por países como os EUA, Reino Unido, Alemanha e Israel. A guerra foi iniciada pelo Hamas em outubro de 2023, após um ataque a civis israelenses que resultou em mais de mil mortes.
Além disso, Lula criticou recentemente o plano do presidente Donald Trump para assumir o comando da Faixa de Gaza, alegando que isso desrespeita o direito dos palestinos. Ele voltou a acusar Israel de cometer “genocídio” e defendeu a criação de um Estado Palestino como solução para o conflito.